6 tendências tecnológicas que estão a mudar a venda a retalho

Muitos negócios já estão irreconhecíveis quando comparados com há 10 ou até mesmo 5 anos atrás e as novidades continuam a surgir e a mudar a forma como se vende.  Neste artigo apresentamos-lhe seis das tendências tecnológicas que estão a transformar a venda a retalho.

 

As 6 principais tendências tecnológicas da venda a retalho:

 

Point of Sale

 

O Point of Sale (POS) é um sistema de ponto de venda que substitui a caixa registadora tradicional e permite não só tratar da faturação, como também controlar as vendas de todos os pontos de venda numa só plataforma, integrar com outras plataformas do processo de compra, automatizar as tarefas repetitivas e muito mais.

 

Devido ao controlo superior sobre as vendas e a sua integração direta com diversas outras vertentes da venda a retalho, o Point of Sale tem sido cada vez mais adotado devido às grandes vantagens que traz para este tipo de negócio.

 

Realidade aumentada

 

A realidade aumentada – não confundir com a realidade virtual (já lá chegamos) – é uma tecnologia que permite, como o nome indica, “aumentar” a realidade através de dispositivos inteligentes como smartphones ou tablets, utilizando elementos digitais para acrescentar mais informação ao mundo.

 

No retalho, a realidade aumentada consegue amplificar o processo de compra e criar uma maior ligação com o consumidor, permitindo visualizar e interagir com produtos e criar uma experiência de marca mais envolvente, para além de ser uma excelente ferramenta de marketing.

 

Já várias marcas adotaram o uso de realidade aumentada para potenciar a venda a retalho. A Burberry, por exemplo, fez uma parceria com a Google para poder apresentar versões virtuais dos seus produtos no ambiente real do consumidor quando o mesmo faz uma pesquisa no Google Search. A Gucci também adotou a realidade aumentada, neste caso em parceria com o Snapchat, para permitir aos utilizadores experimentar peças de calçado virtualmente. Já a IKEA usa realidade aumentada para que os clientes possam visualizar como a sua mobília irá ficar através da The Place App.

 

Carteiras digitais

 

As carteiras digitais são uma das inovações mais disruptivas da venda a retalho dos últimos anos e servem como um substituto aos métodos de pagamento tradicionais.

 

Em vez de pagar com dinheiro vivo ou cartão de crédito, o consumidor consegue pagar via app no telemóvel, indo buscar diretamente o valor à conta bancária ou a uma conta virtual de fundos de forma segura. Graças à tecnologia NFC (Near Field Communication), consegue até pagar apenas colocando o telemóvel quase encostado no terminal de pagamento.

 

Em Portugal, o principal sistema de carteiras digitais é o MB WAY, que já é usado por mais de 3 milhões de utilizadores para procederem a compras em lojas ou online. 

 

Checkout touchless

 

Por cá já temos o self-checkout e o contactless, que permite utilizar um cartão ou dispositivo compatível para compras de baixo valor sem ter de inserir código (ou até mesmo tocar no leitor de cartões), mas o touchless é um salto ainda maior na direção do futuro da venda a retalho.

 

O checkout touchless permite fazer compras sem sequer ter de pegar na carteira, sendo literalmente um sistema grab-and-go (traduzido, “pegar e levar”) que funciona detetando automaticamente o produto comprado à saída da loja e cobrando o custo à carteira digital do cliente.

 

Uma das empresas pioneiras neste avanço tecnológico foi a Amazon com a sua rede de lojas físicas Amazon Go (Amazon Fresh no Reino Unido), que combina o uso de QR Code, app e sensores na loja para finalizar as compras. 

 

Criptomoedas

 

As criptomoedas são outra grande tendência que, embora longe de ser novidade, estão a ser cada vez mais adotadas pelos consumidores e pelas lojas.

 

As criptomoedas funcionam como um sistema descentralizado em que todos os registos de posse e transação são gravados num registo virtual numa base de dados partilhada chamada de “blockchain”. 

 

Embora a penetração da criptomoeda em Portugal ainda seja baixa, já existem exemplos de grandes empresas a aceitarem este tipo de moeda, como o Sport Lisboa e Benfica, que foi o primeiro clube desportivo europeu a aceitar Bitcoin como pagamento. Internacionalmente, já várias marcas conhecidas aceitam criptomoedas para pagamentos, como Starbucks, Burger King, Pizza Hut, Twitch e AMC.

 

Realidade virtual

 

A realidade virtual distingue-se da já discutida realidade aumentada pela forma como cada interage, ou não, com o mundo real. Enquanto a realidade aumentada procura interagir com o mundo real, acrescentando elementos digitais por cima deste, a realidade virtual permite aceder e interagir com um mundo puramente digital (metaverso). Entre as empresas pioneiras neste ramo está a antiga Facebook, que mudou de nome para Meta para deixar claro o seu novo foco.

 

Embora a tecnologia de realidade virtual não seja recente, só agora é que a área da venda a retalho começa a aproveitar esta tendência. Um dos primeiros casos é o gigante do retalho americano Walmart, que criou em 2017 um conceito de loja virtual para que os consumidores possam comprar os produtos através da realidade virtual e recebê-los à porta de casa.

 

Esteja na vanguarda da revolução tecnológica do retalho com o Jasmin

 

Se quer dar os primeiros passos na evolução tecnológica do seu negócio, o Jasmin Software é a plataforma indicada para si. Um software de gestão cloud que integra um sistema Point of Sale inovador com a faturação, a gestão de inventário e a tesouraria, o Jasmin integra também a Inteligência Artificial e Machine Learning para lhe dar inputs sobre o futuro da sua empresa e recomendações para que consiga tomar as melhores decisões.

 

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CIUS-PT: o que é e como funciona na Faturação Eletrónica?

O objetivo é um: cumprir a legislação relativa à Faturação Eletrónica em Portugal. Mas como? Através da comunicação dos dados de faturação eletronicamente, no formato XML standard, denominado CIUS-PT.

 

O que é o CIUS-PT?

 

CIUS-PT é o modelo de dados semânticos para a faturação eletrónica criado pela eSPap – Entidade de Serviços Partil​hados da Administração Pública, I. P., a entidade coordenadora da implementação da fatura eletrónica na administração pública –  para a norma portuguesa de faturação eletrónica nos contratos públicos, cumprindo assim os requisitos da norma europeia EN 16931-2017. 

 

O CIUS-PT é o formato de fatura XML standard através do qual se comunicam os dados estruturados.

 

A norma para a comunicação de documentos em contratos públicos em Portugal é o formato XML standard, denominado CIUS-PT.

 

O que é o EDI?

 

Trata-se do processo pelo qual as faturas são comunicadas eletronicamente.

 

O EDI (Electronic Data Interchange) é o processo de comunicação que transforma num formato standard qualquer tipo de documento eletrónico. Não existe um sistema universal de EDI, mas sim diferentes normas técnicas.

 

Ou seja, o formato CIUS-PT é a norma que estabelece o modelo de dados semânticos proposto para a Norma Portuguesa.

 

Qual a ligação entre EDI e CIUS-PT?

 

EDI é a tecnologia de transmissão de dados. Foi desenvolvida com o objetivo de facilitar a transferência de dados entre diferentes entidades, particularmente no caso de plataformas distintas.

 

Essencialmente, esta tecnologia serve como ponte na transmissão dos dados e garante a transmissão correta da informação entre ambas as partes, independentemente da solução de faturação eletrónica adotada por cada.

 

Na emissão de um documento fiscal relevante, o EDI envia os dados segundo o modelo de dados semânticos – no caso português, o CIUS-PT.

 

Lista de sintaxes do CIUS-PT

 

A página Normas sobre Fatura Eletrónica da eSPap estabelece uma série de orientações sobre o CIUS-PT, desde o próprio modelo de dados semânticos à lista de sintaxes que devem ser cumpridas.

 

A eSPap inclui na sua página sobre as normas do CIUS-PT a representação sintáxica para a linguagem UBL2.1, um standard XML desenvolvido como língua-comum para documentos empresariais.

 

Este documento define os termos da norma europeia e a sua equivalência para o CIUS-PT, bem como a correspondência da semântica CIUS-PT para o formato XML UBL2.1. Por exemplo, o número da nota de encomenda é identificado em XML com a tag <cbc:ID></cbc:ID>.

 

Para além da UBL2.1, a página da eSPap prevê também a criação de uma representação sintáxica do CIUS-PT para o formato XML UN/CEFACT, desenvolvido pelo Centro das Nações Unidas de Facilitação do Comércio e Comércio Eletrónico (UN/CEFACT), que descende da mesma origem que a linguagem UBL, o projeto ebXML, e que existe em paralelo com a mesma.

 

CIUS-PT e a obrigatoriedade da faturação eletrónica nos contratos públicos

 

A faturação eletrónica é obrigatória para qualquer entidade fornecedora do Estado, a partir das seguintes datas:

 

– Grandes empresas: desde 1 de janeiro de 2021;
– Micro, pequenas e médias empresas, assim como para as entidades públicas enquanto entidades cocontratantes: a partir de 1 de janeiro de 2023.

 

Essa obrigatoriedade pressupõe o uso da tecnologia EDI para entregar o ficheiro de dados estruturados XML segundo a sintaxe CIUS-PT a uma entidade intermediária (Broker) que faça a respetiva transferência eletrónica de dados ao Estado.

 

Como gerar ficheiros CIUS-PT e responder à faturação eletrónica?

 

Prepare-se para as mudanças na legislação em 2023 e garanta o total cumprimento das atualizações legais e fiscais da Autoridade Tributária.

 

Com o Jasmin, um software de faturação e gestão cloud, já pode responder à obrigatoriedade da faturação eletrónica através do envio das faturas, manualmente ou via EDI – através da integração com a YET -, no formato CIUS-PT.

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Plataforma Ecommerce: quais os critérios para escolher a melhor?

A escolha da tecnologia sobre a qual vai trabalhar um negócio de ecommerce pode tornar-se um dos pontos-chave do sucesso ou do fracasso de uma empresa. A verdade é que o lançamento de um negócio online não é um jogo de roleta-russa: exige a escolha da melhor plataforma de ecommerce para alcançar os melhores resultados.

 

As opções são várias e os resultados também, mas qual será a melhor opção? Vender em marketplaces, optar por lojas online próprias ou estudar outras plataformas online? É no momento da escolha que surge a dúvida: qual é a plataforma de ecommerce certa para o meu negócio?

 

O que deve ter em conta ao escolher a plataforma de ecommerce?

 

Num mercado digital como o atual, não é suficiente adaptar negócios físicos ou criar novos negócios online e começar a vender. É essencial colocar os produtos ao serviço da melhor plataforma e desenvolver estratégias específicas para cada uma.

 

Começar a vender online exige, não só um conjunto de recursos disponíveis, como um planeamento profundo do modelo de negócio. E para evitar erros na escolha da plataforma de ecommerce, é fundamental ter em conta alguns aspetos essenciais:

 

Quantidade de produtos disponíveis para venda

 

O número de produtos disponíveis para venda pode ditar a escolha da plataforma de ecommerce. Com muitos produtos surge a necessidade de atualizar o stock com maior frequência e, consequentemente, atualizar preços quando necessário.

 

Se o seu negócio inclui a venda de poucos produtos, pode optar por uma plataforma simples, como o Shopify – que integra ainda com outras plataformas de gestão essenciais para o seu negócio.

 

Se vende grandes quantidades de produtos e possui milhares de referências, o ideal será encontrar uma empresa com experiência neste mercado de desenvolvimento de lojas online.

 

Gestão de stock

 

Para o bom funcionamento do negócio de ecommerce, é fundamental manter o equilíbrio entre assegurar o stock suficiente para responder aos pedidos dos clientes e evitar o excesso de stock armazenado. Para tal, importa assegurar uma plataforma de ecommerce que faça uma gestão do stock realmente eficiente.

 

Abordagem múltiplos mercados ou idiomas

 

Criar websites em diferentes idiomas tem implicações funcionais, no SEO, na gestão de stock e também na moeda e nas zonas cambiais e fiscais. É fundamental definir as necessidades de uma forma muito concreta e avaliar as opções.

 

Quem irá trabalhar no projeto?

 

Conhecer os recursos humanos disponíveis para gerir o negócio online é importante. Se a empresa tem a capacidade de gerir internamente toda a parte de programação da plataforma, é possível optar por plataformas open source ou desenvolvidas à medida. Se não existem capacidades técnicas ou os recursos humanos são insuficientes, o ideal é optar por plataformas com maior número de automatismos e integrações. Assim, gerir produtos, preços, stocks e faturação é mais ágil, automático e menos sujeito a erros.

 

O investimento disponível e o volume de vendas esperado

 

A melhor forma para calcular o investimento disponível para o desenvolvimento do negócio online é baseá-lo no volume de vendas esperado. Assim, é fundamental ter uma análise consistente do mercado e dos potenciais clientes na área de negócio específica. Invista numa plataforma escalável que lhe ofereça características importantes, como a vantagem de ser multimercado, multi-idioma e multimoeda, para evitar custos acrescidos posteriormente.

 

Flexibilidade da plataforma

 

Ao escolher a plataforma, é importante ter em consideração algumas caraterísticas, nomeadamente se e possível mudar a estrutura de HTML e CSS ou personalizar o layout. Não se esqueça, a personalização é essencial para criar a identidade de um negócio. E esta identidade é um fator-chave para o sucesso num mercado sobrecarregado de produtos e marcas.

 

Funcionalidades que deve garantir

 

Pagamento: A plataforma possui gateway próprio para pagamento? Caso não ofereça, ela integra bem com outros gateways de pagamento?

 

Integrações: Quais são as integrações que necessita para o seu negócio online? Possui algum software de gestão ou de faturação? Hoje importa garantir uma gestão integrada de todas as operações e canais de venda e a integração é uma forma de garantir que todo o processo de registo de produtos, gestão de encomendas e devoluções ou monitorização de stock ocorra num único local e de uma única vez. Isso representa um grande ganho de tempo e agilidade na gestão do negócio.

 

Agilizar processos, reduzir riscos, evitar perdas e automatizar operações é a base e a essência da gestão integrada. E esta estratégia de negócio exige a aposta em ferramentas que garantem a total integração dos processos. 

 

Automatizar processos, economizar tempo e aumentar o lucro é o resultado do investimento na integração. Assim, não só os canais de venda estão integrados, como toda a gestão administrativa e o controlo logístico estão centralizados num único backoffice. E isto alinha várias vantagens:

 

  • Gestão de pedidos, devoluções e inventário disponível para cada canal de venda;
  • Controlo das encomendas provenientes das várias plataformas;
  • Faturação automática;
  • Monitorização de cada canal de venda.

Integre a plataforma ecommerce com o software de gestão

 

Quer esteja a vender em marketplaces, como o Dott, ou na sua loja online Shopify, importa garantir uma gestão totalmente integrada de todas as tarefas administrativas e operações logísticas.

 

Com o Jasmin, um software de gestão 100% cloud, já pode dar resposta a estas exigências e entrar na era das integrações com o pé direito. Com o novo módulo de ecommerce, pode:

 

  • Controlar as encomendas e devoluções, provenientes das várias plataformas de e-commerce, num só lugar.
  • Fazer a gestão de pedidos, devoluções e do inventário disponível para cada canal de venda, de forma centralizada.
  • Realizar a gestão e atualização do portfólio de artigos das diferentes plataformas de e-commerce, num único backoffice.
  • Fazer a gestão e a atualização de preços, campanhas de desconto e artigos em promoção, sem esforço e num só backoffice.
  • Integrar as encomendas da sua loja online e dos marketplaces onde está presente e faturar automaticamente.

Conheça os vários conectores que temos disponíveis com plataformas de ecommerce e simplifique a gestão das vendas online!

 

Artigo atualizado a 6 de setembro.

Capacitação digital das empresas: um pilar da transição digital do PRR

Um dos principais desafios enfrentados pelo tecido empresarial português na atualidade é a questão da digitalização. É aí que entra o conceito de capacitação digital, que pretende dar resposta a esse desafio através da qualificação e formação profissional dos trabalhadores, tanto funcionários como empresários.

 

O que é a capacitação digital

 

A capacitação digital é o desenvolvimento de competências e aptidões nas ferramentas digitais por parte dos recursos humanos, isto é, dos trabalhadores. Como tal, é uma vertente da transição digital paralela às restantes facetas da transformação digital, nomeadamente, na reformulação dos modelos de negócio e implementação de novos meios tecnológicos nas empresas (a chamada digitalização).

 

 Com a pandemia da COVID-19, tornou-se impossível negar o atraso no processo de transição digital de Portugal. Como tal, a Transição Digital, da qual faz parte a capacitação digital, é um dos três pilares do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, o instrumento de recuperação dos efeitos da pandemia e preparação face aos desafios futuros.

 

Empresas 4.0: a resposta do PRR ao desafio da capacitação digital nas empresas

 

Uma das componentes da dimensão Transição Digital do PRR é a Empresas 4.0, cujo foco, tal como o nome indica, é 100% dirigido à digitalização de processos das empresas, procurando aproximar Portugal do objetivo de transição digital até ao final da década, prevendo, para tal, a modernização dos processos produtivos, a desmaterialização dos fluxos de trabalho, a diminuição da disparidade digital de género, a criação de novos canais digitais de comércio, o reforço do ecossistema de empreendedorismo e o aumento das competências com as tecnologias digitais.

 

Este último ponto, referente à capacitação digital, é refletido num dos três grandes investimentos da componente Empresas 4.0, o investimento i01: Capacitação Digital das Empresas.

 

i01: Capacitação Digital das Empresas

 

Coordenado pelo IAPMEI em colaboração com as entidades públicas encarregues do domínio do emprego, formação profissional e qualificações, o investimento Capacitação Digital das Empresas conta com 100 milhões de euros de fundos europeus para a capacitação digital dos trabalhadores e empresas.

 

Planeando atingir 800 mil formandos com uma série de ferramentas de formação e qualificação, entre as quais planos de formação individual, acessos a formação online, diagnósticos de competências digitais e formação online, presencial e em regime misto, o investimento da Capacitação Digital das Empresas é traduzido em dois programas interligados de formação.

 

O primeiro, a Academia Portugal Digital, está integrado na Estrutura de Missão Portugal Digital e trata-se de uma plataforma de desenvolvimento de competências digitais em larga escala dirigida especificamente ao setor empresarial, procurando:

 

  1. permitir a autoavaliação do nível atual de competências digitais segundo o quadro português de competências digitais (QDRCP);
  2. receber um plano personalizado de capacitação digital que apresenta metas concretas conforme os níveis individuais em cada domínio, os objetivos pessoais do formando e as exigências atuais e futuras do mercado de trabalho;
  3. aceder a formação online para aquisição de novas competências e atingir os objetivos do plano personalizado supracitado;
  4. construir um passaporte pessoal das competências digitais do trabalhador para discriminar, centralizar e certificar as respetivas competências adquiridas.

 

O outro programa, o Emprego + Digital 2025, vem no seguimento do Emprego + Digital lançado em 2020 e trata-se de uma vertente de especialização da já referida Academia Portugal Digital, dirigida para diversos setores empresariais – indústria, comércio, serviços, turismo, agricultura, economia do mar e construção – que foram mais afetados pela pandemia e subsequente necessidade de transformação digital acelerada.

 

Para tal, o Emprego + Digital 2025 é dirigido a trabalhadores destes setores, independentemente do seu nível atual de competências digitais, para melhorar as mesmas conforme as necessidades específicas da sua área de negócio.

 

Academia Portugal Digital: oferta de formação em competências digitais

 

Como referido, no âmbito da Estrutura de Missão Portugal Digital, está disponível uma plataforma inaugurada em março de 2022 para testar e melhorar as competências digitais dos trabalhadores, a Academia Portugal Digital.

 

Com a missão de “capacitar os portugueses rumo a uma nação + digital”, a plataforma está disponível no próprio website do Portugal Digital, sendo necessário o registo na mesma para acompanhar as últimas novidades de formação do mesmo.

 

Paralelamente à oferta Academia Portugal Digital, existem ainda planos mais específicos na mesma plataforma, nomeadamente:

 

  • Jovem Mais Digital, dirigida concretamente para jovens entre os 18 e os 35 anos em situação de desemprego e inscritos no IEFP, com oportunidades de formação até 350 horas em áreas como linguagem de programação, cibersegurança, gestão de redes sociais, análise de dados e afins;
  • Emprego Mais Digital, formação digital gratuita para as empresas de forma a serem mais produtivas, eficientes e competitivas;
  • UpSkill, um programa de requalificação profissional para a área das tecnologias digitais, contando tanto com formação intensiva como subsequente integração no mercado de trabalho;
  • Eu Sou Digital, uma formação introdutória para capacitação digital de adultos que querem começar a utilizar a internet;
  • Cursos gratuitos de formação digital de entidades parceiras da Portugal Digital, entre os quais a Accenture, a Google, a Amazon e a Cisco, sobre diversos temas, do introdutório ao avançado, da transformação digital.

 

Jasmin Software, uma ferramenta de transição digital inteligente para as empresas

 

A capacitação digital das empresas é apenas um dos passos essenciais para a digitalização, sendo necessário também introduzir processos inovadores e disruptivos de forma a dar o salto para o futuro.

 

Para tal surge o Jasmin Software, um software de gestão baseado em Inteligência Artificial e Machine Learning que promete transformar a gestão diária da sua empresa, integrando numa só plataforma a faturação, a gestão das despesas, a gestão do inventário, a tesouraria, um sistema de pontos de venda (POS) e a gestão multi-canal de E-commerce. Melhor ainda, sendo construído e hospedado na cloud, pode aceder a esta plataforma a qualquer hora e em qualquer lugar.

 

Comece a usar o Jasmin Software gratuitamente e dê um salto na transformação digital da sua empresa!

Empresas 4.0: conhece o programa de incentivos para modernizar negócios?

Criado pelo Governo e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o programa de incentivos Empresas 4.0 visa promover e apoiar financeiramente projetos de modernização do modelo de negócio das empresas e dos seus processos de produção.

 

Neste artigo, vamos abordar as Empresas 4.0, o seu contexto e a forma como apoiam os negócios e a sua transição digital.

 

Antes de mais, o que é o PRR?

 

Surgiu com a pandemia e o seu consequente impacto no mundo dos negócios. Com objetivo de suavizar os efeitos negativos registados, foi criado o PRR – Plano de Recuperação e Resiliência – que prevê, tanto combater a chegada dessa crise através de ações de recuperação, como a antecipação de um novo período de crescimento e, tal como o próprio nome indica, a criação de uma maior resiliência face a potenciais novas crises.

 

O PRR aplica-se nacionalmente e prevê implementar um conjunto de reformas e de investimentos para que Portugal retome o seu crescimento económico sustentado, em paralelo com os restantes membros da União Europeia.

 

Do orçamento total de 24 mil milhões de euros alocado ao período de 2021-2027 para o programa Portugal 2030, o Plano de Recuperação e Resiliência será financiado por mais de 16,6 mil milhões de euros em recursos totais, subdivididos em cerca de 14 mil milhões de euros de subvenções a fundo perdido e 2,7 mil milhões de euros de empréstimos.

 

Como se organiza o PRR?

 

O PRR está organizado em três dimensões estruturantes, correspondendo aos principais desafios e fragilidades no panorama português: a Resiliência, a Transição Climática e a Transição Digital.

 

É na terceira, mas não menos importante, dimensão do Plano de Recuperação e Resiliência – a Transição Digital –, que se entra este programa de incentivos, as Empresas 4.0.

 

Esta transição digital é resposta aos desafios que Portugal passou na adaptação a uma forma de trabalhar mais digitalizada durante o seu processo de transformação digital, contemplando uma capacitação para a digitalização e criação de competências digitais.

 

Essa Transição Digital do PRR é composta por cinco componentes:

 

  • Escola Digital;
  • Empresas 4.0;
  • Qualidade e Sustentabilidade das Finanças Públicas;
  • Justiça Económica e Ambiente dos Negócios;
  • Administração Pública – Capacitação, Digitalização e Interoperabilidade

 

Mas é nas Empresas 4.0 que nos vamos focar.

 

O que são as Empresas 4.0?

 

O Sistema de Incentivos Empresas 4.0 prevê apoiar projetos de desmaterialização dos fluxos de trabalho, mitigação dos défices de competências na utilização das tecnologias digitais, incorporação de ferramentas e metodologias de teletrabalho ou a criação de novos canais digitais de comercialização de produtos e serviços.

 

Componente 16 – Empresas 4.0: em que consiste?

 

Componente 16 (C16) é uma das 5 componentes dedicadas a colocar Portugal na dianteira da era digital europeia.

 

As reformas da C16 estão alinhadas com os objetivos do Plano de Ação para a Transição Digital, aprovado em abril de 2020. Ou seja:

 

  • Mais literacia digital, reduzindo o “digital gender gap”;
  • Transformação digital do setor empresarial (novos modelos de negócio, mais competências e oportunidades de inovação tecnológica);
  • Digitalização do Estado.

 

Quais os apoios ao investimento direcionados às Empresas 4.0?

 

Capacitação Digital das Empresas (100M€)

 

A Capacitação Digital das Empresas prevê a criação de dois programas de formação interligados, que visam colmatar lacunas nas competências digitais dos trabalhadores e das empresas:

 

Academia Portugal Digital 

 

Trata-se de uma plataforma e programa de desenvolvimento de competências digitais em larga escala que deverá permitir aos trabalhadores do setor empresarial:

 

  • produzir uma autoavaliação do atual nível de competências digitais;
  • receber um plano personalizado de capacitação em competências digitais com metas concretas;
  • aceder a recursos de formação online que permitam adquirir novas competências;
  • e desenvolver um passaporte pessoal que discrimine, centralize e certifique a informação das competências digitais do trabalhador.

 

Emprego + Digital 2025

 

Este é um programa enquadrado nas Empresas 4.0 de capacitação em tecnologias digitais. Visa, no fundo, responder aos desafios e oportunidades de diversos setores empresariais, nomeadamente indústria, comércio, serviços, turismo e agricultura, economia do mar e construção, setores fortemente impactados pelos processos de transformação digital e pela pandemia da COVID-19.

 

 

Transição Digital das Empresas (450 M€)

 

Nesta categoria inserida nas Empresas 4.0 estão previstos 450 milhões de euros para cerca de 530 mil empresas. Trata-se de um programa que visa a construção de um ecossistema de negócios digitalmente avançado, baseado em automatização e inteligência artificial (IA).

 

As 4 medidas que convergem para este desígnio são:

 

  • Rede Nacional de Test Beds: a criação de infraestruturas para as empresas desenvolverem e testarem novos produtos e serviços;
  • Comércio Digital: focado nas PME’s e micro-PME’s do comércio que pretendam desmaterializar processos com clientes, fornecedores e logística;
  • Coaching 4.0: apoiar o desenvolvimento de competências organizacionais que fomentem um modelo de negócio digital;
  • Empreendedorismo: apoio a Start-ups e Incubadoras com forte componente digital e verde, nomeadamente, através da atribuição de vouchers.

 

Catalisação da transição digital das empresas (100 M€)

 

Este investimento é efetuado através de projetos públicos de catalisação tecnológica, que visam:

 

  • reduzir a utilização de papel através da desmaterialização da faturação;
  • criar um ambiente de negócios digital mais seguro e confiável,através de um conjunto de certificações;
  • fomentar o desenvolvimento de estruturas de transferência de conhecimento, nas quais se pretende estimular o desenvolvimento de mais produtos e serviços tecnológicos bem como suportar o desenvolvimento de competências.

 

Este investimento das Empresas 4.0 encontra-se estruturado através de 3 programas:

 

  1. Digital Innovation Hubs: são estruturas que visam a centralização de um conjunto de serviços de apoio à transição digital das empresas, focando este processo em 3 tecnologias disruptivas: IA, HPC e Cibersegurança.
  2. Desmaterialização da Faturação– visa automatizar o processo de implementação da assinatura digital qualificada para a emissão de faturas através do Serviço de Assinatura de Faturas Eletrónicas (SAFE) da AMA, bem como massificar a utilização de faturação em formato digital;
  3. Selos de Certificações de Cibersegurança, Privacidade, Usabilidade e Sustentabilidade – investimento em quatro novas plataformas de certificação em cibersegurança, privacidade, usabilidade e sustentabilidade.

 

Vamos fazer da sua empresa uma das Empresas 4.0?

 

Os principais apoios do PRR para as empresas baseiam-se, embora não exclusivamente, às componentes da Capitalização e Inovação Empresarial (C5), parte da dimensão Resiliência, e das Empresas 4.0 (C16), correspondente à Transição Digital. Mas no que toca a esta transição digital, não precisa de depender exclusivamente do Plano de Recuperação e Resiliência.

 

Existe já um software desenhado para simplificar a gestão dos negócios e ajudá-lo a entrar no mundo das empresas 4.0, sem ter sequer de esperar por uma candidatura.

 

Essa plataforma é o Jasmin, um software de gestão cloud, desenhado para empreendedores e pequenos negócios. Através de Inteligência Artificial e Machine Learning, o Jasmin fornece-lhe insights sobre o futuro do seu negócio com base no histórico.

 

Pode ver a evolução com os seus próprios olhos ao experimentar o Jasmin de forma gratuita!

Plano de Recuperação e Resiliência: quais os apoios para os negócios?

Foi em 2020, com a pandemia da COVID-19 a atingir Portugal, que o crescimento económico sustentado foi interrompido e uma nova crise ameaçou alastrar-se pelo país. Foi essa a razão para nascer um Plano de Recuperação e Resiliência: um programa que prevê tanto combater a chegada dessa crise através de ações de recuperação, como a antecipação de um novo período de crescimento e, tal como o próprio nome indica, a criação de uma maior resiliência face a potenciais novas crises.

 

Mas como é que este programa pode apoiar as empresas e os negócios? Descubra todos os apoios que existem e qual o objetivo do Plano de Recuperação e Resiliência.

 

O que é o PRR – Plano de Recuperação e Resiliência?

 

Conhecido por PRR, este plano é uma reforma estrutural e de recuperação da economia portuguesa, com um período de execução até 2026.

 

O principal objetivo é responder à retração generalizada da atividade económica após a chegada da pandemia. Este Plano de Recuperação e Resiliência prevê implementar um conjunto de reformas e de investimentos para que Portugal retome o seu crescimento económico sustentado em paralelo com os restantes membros da União Europeia.

 

Qual é o orçamento?

 

O programa Portugal 2030 tinha um orçamento alocado de 24 mil milhões de euros para o período de 2021-2027. O Plano de Recuperação e Resiliência será financiado por mais de 16,6 mil milhões de euros em recursos totais, subdivididos em cerca de 14 mil milhões de euros de subvenções a fundo perdido e 2,7 mil milhões de euros de empréstimos.

 

Transição digital: como funciona o Plano de Recuperação e Resiliência no apoio às empresas?

 

O Plano de Recuperação e Resiliência está organizado em três dimensões estruturantes, correspondendo aos principais desafios e fragilidades no panorama português: a Resiliência, a Transição Climática e a Transição Digital.

 

A transição digital, a terceira dimensão do Plano de Recuperação e Resiliência é, em parte, resposta aos desafios que Portugal passou na adaptação a uma forma de trabalhar mais digitalizada durante o seu processo de transformação digital.

 

Esta dimensão é um impulso à capacitação para a digitalização e criação de competências digitais. Consequentemente, trata-se de uma utilização mais eficiente dos recursos e comportamentos mais sustentáveis.

 

Esta transição digital do Plano de Recuperação e Resiliência é composta por cinco componentes:

 

  • Escola Digital;
  • Empresas 4.0;
  • Qualidade e Sustentabilidade das Finanças Públicas;
  • Justiça Económica e Ambiente dos Negócios;
  • Administração Pública – Capacitação, Digitalização e Interoperabilidade

 

A estas 5 componentes são atribuídos 18% do montante global, correspondentes a cerca de 2,5 mil milhões de euros em subvenções.

 

Quais os apoios do PRR para acelerar a transição digital do seu negócio?

 

Com o recurso a sistemas de incentivo inseridos no Portugal 2020 e no PRR, foi criado o programa “Portugal Digital”, que tem o intuito de promover o desenvolvimento digital nas empresas.

 

Este programa permite o acesso a um conjunto de iniciativas destinadas às empresas portuguesas para promover a competitividade. Iniciativas estas que incluem o apoio à implementação de um negócio, a inovação e o seu desenvolvimento, a digitalização e a contratação de talentos

 

Foram criadas 4 ações para apoiar as empresas a digitalizar o seu negócio:

 

Aceleradoras de Comércio Digital

 

Este é um apoio com o objetivo de estimular a transição digital de empresas com atividade comercial. Mas como funciona? Primeiramente é avaliada a maturidade digital das empresas, depois são propostos planos de transição digital e existe ainda o acompanhamento dos operadores económicos do comércio, além da prestação de serviços de proximidade, como a criação ou reforço da presença digital e a adaptação do modelo de negócio. 

 

Coaching 4.0

 

Trata-se de uma ação também inserida no Plano de Recuperação e Resiliência, cujo objetivo é impulsionar a dimensão tecnológica das empresas, através da oferta de vouchers para promover a maturidade digital das empresas.  

 

Selos de Maturidade Digital

 

Esta ação do Plano de Recuperação e Resiliência permite o reconhecimento da maturidade digital das empresas, certificadas em 4 dimensões possíveis: cibersegurança, acessibilidade, privacidade, sustentabilidade, no âmbito das boas práticas no digital. 

 

Vales Indústria 4.0

 

Estes vales destinam-se às PME que pretendem digitalizar o negócio, através da construção de um site, da implementação de comércio eletrónico ou da melhoria da experiência do utilizador, da posição nos motores de busca, que queiram apostar em marketing digital, realidade aumentada, inteligência artificial ou contratação de serviços.

 

Apoios à internacionalização das PME através do comércio eletrónico

 

É um incentivo do Plano de Recuperação e Resiliência para apoiar o desenvolvimento de serviços de suporte aos processos de internacionalização de pequenas e médias empresas (PME) através do comércio eletrónico. Este apoio inclui um sistema de incentivos com uma dotação global de 25 milhões de euros. 

 

Voucher para Startups

 

São, no fundo, apoios para financiar startups com modelos de negócio digitais e componente verde. Estes voucher são financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência e visam apoiar startups com fundos não reembolsáveis em:  

 

  • Atividades de I&D – Investigação e Desenvolvimento 
  • Aquisição de serviços de incubação, aceleração ou consultoria 
  • Contratação de recursos altamente qualificados

 

Como usufruir dos apoios do Plano de Recuperação e Resiliência?

 

Para usufruir de um dos apoios disponíveis pelo PRR, deve consultar os avisos de candidatura disponíveis na plataforma do Recuperar Portugal. De seguida, deverá escolher a componente do PRR que fará mais sentido para a sua empresa e definir qual o beneficiário, neste caso, uma empresa, seguido da escolha dos avisos de abertura de concurso.

 

Depois de pesquisados os avisos relevantes, cada um indicará a ligação para submeter a candidatura da sua empresa e a documentação correspondente para perceber os objetivos, requisitos e benefícios associados.

 

O primeiro passo na transição digital

 

No que toca à transição digital, não precisa de depender exclusivamente do Plano de Recuperação e Resiliência. Existe já um software desenhado para simplificar a gestão dos negócios, sem ter sequer de esperar por uma candidatura.

 

Essa plataforma é o Jasmin, um software de gestão cloud, desenhado para empreendedores e pequenos negócios. Através de Inteligência Artificial e Machine Learning, o Jasmin fornece-lhe insights sobre o futuro do seu negócio com base no histórico.

 

Pode ver a evolução com os seus próprios olhos ao experimentar o Jasmin de forma gratuita!