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Vender online em marketplace: sim ou não?

por Mariana Gomes | 27 Agosto, 2020

Rapidez e comodidade são as novas preferências – e exigências – do consumidor digital. Para as marcas, vender online significa alcançar mais clientes, mais rápido, e impulsionar o crescimento do negócio. E é a possibilidade de colocar a marca junto de uma grande audiência que faz com que os marketplaces ganhem cada vez mais relevância no mercado online.

 

Com vários formatos de venda online – como as lojas online com stock próprio ou plataformas de e-commerce com elevado tráfego, os marketplaces –, começam a surgir as dúvidas a quem quer investir neste mercado online, especialmente no que respeita à fórmula de crescimento do negócio.

 

Vender online: a essência do marketplace

 

Pensemos num conceito mais coletivo e alargado de vendas online: os marketplaces permitem que diferentes lojas anunciem os seus produtos num único local – uma espécie de shopping online –, oferecendo, simultaneamente, um maior leque de opções aos consumidores.

 

Esta relação de proximidade entre as marcas e os consumidores é feita através da intermediação do marketplace: um modelo de negócio que, do ponto de vista do consumidor, atinge um nível de praticidade e comodidade significativamente superior ao das lojas online.

 

Como funciona um marketplace?

 

Não se trata de uma substituição da loja online, mas de um complemento. Desde o rápido e fácil acesso a milhares de clientes, até ao rápido crescimento da marca, os marketplaces beneficiam com a inexistência de custos iniciais de lançamento (ao contrário do que acontece numa loja online própria) e não exigem a necessidade de conhecimentos técnicos, tendo em conta que a plataforma se encarrega dos vários aspetos da venda:

 

  • Logística
  • Gestão de devoluções
  • Segurança de pagamentos
  • Gestão da manutenção do site
  • Adaptação do site para a venda nos diferentes dispositivos, como smartphones ou tablets.

 

Além de impulsionar as vendas e garantir maior visibilidade, todo o investimento em estratégias de marketing ficam a cargo do marketplace.

 

Quais são as vantagens dos markeplaces?

 

Variedade e segurança dos meios de pagamento: além do facto da segurança da plataforma e, consequentemente, dos meios de pagamento, ser da responsabilidade do marketplace;

 

Visibilidade: a presença nos marketplaces garante uma maior visibilidade junto a vários públicos;

 

Capacidade de divulgação: a plataforma é a responsável pela divulgação dos produtos;

 

Diversidade de público: por reunir inúmeras marcas, os marketplaces atraem diferentes tipos de público, o que se reflete numa grande oportunidade para os negócios.

 

Mas vender online em marketplaces apresenta algumas desvantagens:

 

Se, por um lado, a grande vantagem deste formato de venda é a possibilidade de colocar uma marca ou produto junto de uma grande audiência, em grande parte fidelizada ao marketplace, por outro lado, é importante ter em consideração que o marketplace irá receber uma comissão por cada venda, reduzindo a margem de lucro de cada venda realizada.

 

Simultaneamente, a concorrência neste modelo de negócio é uma das principais desvantagens. Por essa razão, importa trabalhar a oferta de valor da marca, as características diferenciadoras e, especialmente, a imagem da marca – que inclui conteúdo de qualidade.

 

Vender online: como escolher um marketplace?

 

É fundamental que o principal – e mais importante – fator fique assente: conhecer o público-alvo e o produto é o segredo para o sucesso de uma marca num marketplace. Dependendo do target ou dos tipos de produto, é possível optar por diferentes marketplaces: mais globais ou especializados.

 

Simultaneamente, apostar na presença em marketplaces não significa apenas criar uma conta e vender online. É essencial desenvolver conteúdos de qualidade: imagens, vídeos e descrições completas. Ao mesmo tempo, categorizar os produtos de acordo com cada marketplace e implementar listas de preços, nomeadamente para cada moeda.

 

É fundamental ter em consideração que cada marketplace apresenta a sua lista de requisitos, nomeadamente no que respeita ao conteúdo, ao número de produtos disponíveis ou a política de logística. Ao mesmo tempo, dependendo do marketplace, poderá ser possível negociar a percentagem de comissão por cada venda.

 

Que tipo de marketplaces existem?

 

Segundo o artigo “What Are Online Marketplaces And What Is Their Future?” da Forbes, existem 3 tipos de marketplaces:

 

  • Verticais: vendem produtos de diversas marcas mas focam-se apenas num setor (calçado, roupa ou, por exemplo, jóias);
  • Horizontais: São plataformas que se focam em determinado segmento de mercado, mas vendem vários tipos de produtos. Por exemplo, os produtos vendidos são focados em jovens, mas existem todo o tipo de produtos de vários fornecedores;
  • Globais: vendem todo o tipo de produtos. Exemplo de um marketplace global é a Amazon, que se autointitula de “Everything Store”.

 

O papel da tecnologia na otimização de resultados

 

Embora algumas marcas apostem exclusivamente num canal de venda, o ideal, para uma estratégia de negócio de sucesso, seria integrar a loja online com as restantes plataformas. Incluir os marketplaces como parte da estratégia global da marca e não posicioná-los como canal exclusivo de vendas é o fator-chave para a otimização de resultados.

 

Com a aposta estruturada numa estratégia omnichannel, onde todos os canais da marca existem em simultâneo e estão totalmente integrados, o tempo na gestão diária dos múltiplos canais reduz significativamente.

 

E, hoje, já existem soluções tecnológicas que respondem a estes requisitos. O Jasmin é um software de gestão que controla todo o ecossistema de e-commerce num único local. Integra todos os canais de vendas e simplifica a gestão administrativa e logística.

 

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