Tecnologia

Metaverso: o que é a nova tendência que está a conquistar os negócios?

por Mariana Pimentel | 2 Março, 2022

De uma utopia futurista que procura unir os mundos real e virtual a uma realidade que começa a conquistar muitas empresas, o metaverso saiu dos livros de ficção científica e foi parar às mesas das grandes empresas.

 

Salas de jogos, concertos, empresas ou galerias de arte já começam a disseminar-se fora da realidade e a entrar num mundo quase paralelo. Na prática, o metaverso é um ambiente virtual imersivo construído com recurso a tecnologias disruptivas, como a Realidade Virtual e Aumentada ou hologramas.

 

O que é o metaverso?

 

O conceito de metaverso está longe de ser uma novidade e não nasceu das mentes impulsionadas pelo mundo tecnológico. Este mundo de interação digital saiu de um conceito primeiramente falado no mundo da literatura.

 

Da ficção científica para o mundo real

 

A ficção científica imaginava mundos virtuais onde avatares convivem em ambientes digitais, quase como uma réplica do mundo real. Foi há quase 30 anos que o escritor norte-americano Neal Stephson lançou o livro “Snow Cash”, que colocava as personagens a utilizar computadores para se ligarem ao mundo digital. Mundo este onde existiam casas, avenidas, bares e restaurantes, tal como no mundo físico, precisamente com o nome “metaverso”.

 

Este metaverso ainda não existe totalmente, mas algumas plataformas estão já a oferecer uma experiência mais próxima deste conceito. Os exemplos mais fortes são os videojogos ou os eventos (espetáculos, concertos, galerias de arte, jogos de futebol ou outros desportos, etc).

 

Simultaneamente, neste mundo do metaverso temos também as criptomoedas: são um ótimo exemplo do metaverso. Elas permitem a criação de uma economia digital com diferentes tipos de tokens e colecionáveis virtuais – ou NFT’s que já fazem parte de um metaverso em desenvolvimento.

 

São estas conexões entre os mundos financeiro, virtual e físico que nos permitem imaginar um futuro no qual o metaverso já é uma realidade comum.

 

Onde existe o metaverso? Alguns exemplos que estão a emergir

 

Além do suporte para jogos ou redes sociais, o metaverso combinará economias, gestão descentralizada e outras funcionalidades que vão ajudar a desenvolver um metaverso único e unificado.

 

Criptomoedas e NFTs

 

Se, no futuro, trabalharmos, socializarmos e até mesmo comprarmos artigos virtuais no metaverso, vamos, certamente, precisar de uma forma segura para comprovação de propriedade. Essa forma são as criptomoedas.

 

Esta segurança na transferência de artigos, bens e dinheiro pelo metaverso é assegurada pelo setor das criptomoedas.

 

Quando se trata de um metaverso movido pela tecnologia cripto, o próximo passo é certamente a integração entre os mercados NFT e os universos virtuais 3D. Os holders de NFTs já podem negociar vários produtos em mercados como o OpenSea e o BakerySwap.

 

Tal como é possível estabelecer a posse de um bem, também é possível comprovar que um artigo é original e único. Através dos NFTs (Non-Fungible Tokens), são criados objetos únicos e que nunca poderão ser copiados.

 

O caso do Gato Preto

 

O Gato Preto também já chegou ao mundo puramente digital dos NFTs, através do lançamento da colecção “New Cats on The Block”. Trata-se de um conjunto de seis gatos que simbolizam diversos estados de espírito, resultando em várias combinações e dando origem a 50 exemplares limitados e colecionáveis.

 

Cada peça vai custar 0,04 unidades monetárias da moeda digital Ethereum, equivalente a 104,14 euros, e estará à venda no marketplace exclusivo para este tipo de comércio OpenSea.

 

Jogos

 

O Axie Infinity é um jogo assente na ideologia play-to-earn, ou seja, jogar para ganhar dinheiro. Muitos utilizadores usam o jogo como fonte de rendimento primária. Também o SecondLive e o Decentraland são exemplos bem-sucedidos da combinação do mundo blockchain com aplicativos de realidade virtual. Mas existem outros jogos que estão a reforçar o metaverso:

 

  • Enjin Coin (ENJ) ...
  • Gala (GALA) ...
  • Decentraland (MANA) ...
  • A Sandbox (SAND)

 

Negócios

 

É impossível não pensar no plano de Mark Zuckerberg em apostar tudo nesta tendência. Prova disso é a mudança de nome do Facebook para Meta. Esta reformulação surge da necessidade de fugir dos ecossistemas fechados.

 

É certo que o Facebook é uma das vozes significativas para a criação de um metaverso unificado. Mas como? O objetivo é combinar as redes sociais, a comunicação e plataformas cripto de forma unificada.

 

Mas não é o único exemplo: outras grandes empresas de tecnologia, como Microsoft, Apple e Google também já estão a considerar o desenvolvimento de um metaverso.

 

Como já vimos, o metaverso promete combinar todos os aspetos da vida num só lugar. Enquanto muitas pessoas já apostam no trabalho remoto, no metaverso, será possível entrar num escritório 3D e interagir com os avatares de colegas de trabalho.

 

Contudo, o metaverso vai muito além de um ambiente de trabalho digital. Todo o trabalho pode estar relacionado com o metaverso e ser esta a fonte primária de rendimento. Na verdade, estes empregos já existem.

 

Voltemos aos jogos: o GameFi e os modelos play-to-earn oferecem fontes de renda estáveis. Este tipo de jogos representam o princípio de algo que pode fazer parte do metaverso, como uma forma de ganhar dinheiro, inteiramente virtual.

 

O crescimento das vendas nas redes sociais

 

Não é novidades que cada vez mais empresas têm pontos de venda nas redes sociais. O Facebook está a investir cada vez mais na investigação e desenvolvimento sobre a jornada do consumidor e o TikTok já permite comprar online.

 

Com o aparecimento do metaverso passa a existir uma grande oportunidade para os retalhistas. Oportunidade esta que se prende na possibilidade de, por exemplo, um cliente simular a compra de um sofá e ver como este fica na sua casa. Este tipo de inovações podem provocar um grande impacto nas vendas online.

 

O aliado na gestão do negócio num mundo metaverso

 

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