Tecnologia

Fintechs: como o setor financeiro está a mudar?

por Daniel Oliveira | 20 Agosto, 2019

 

Embora sempre tenham existido bancos ao longo da história, apenas há algumas décadas é que as pessoas começaram a abandonar os colchões e as paredes das casas para guardar as suas poupanças de uma vida. 

 

Episódios como este mostram-nos como o mercado financeiro apresenta uma grande sensibilidade a evoluções e inovações.  Muitas vezes, este mercado tarda a acompanhar algumas tendências que têm surgido. No entanto, com a crescente adoção tecnológica a nível global e com a crescente exigência de novos tipos de consumidores, começam agora a acelerar grandes transformações para esta área. Têm surgido novas ferramentas e formas de gerir, depositar, movimentar e investir dinheiro. 

 

As chamadas Fintechs estão em crescimento. Muitas vezes, em concorrência direta com os meios tradicionais deste setor. Começam já a provocar novos hábitos de consumo, que têm obrigado os bancos tradicionais a renovarem-se e a acompanhar as transformações digitais.

 

Mas o que são, afinal, as Fintechs?

 

O nome Fintech resulta da combinação entre finanças e tecnologia. Como o nome indica, são empresas financeiras tecnológicas que oferecerem serviços financeiros, tirando partido das vantagens que a tecnologia oferece. É, assim, possível a estas empresas oferecerem serviços financeiros diferenciadores e simplificados.

 

Quando falamos em fintechs, referimo-nos a empresas que operam no sector financeiro e que disponibilizam soluções inovadoras em áreas diversas. Desde pagamentos móveis, transferências, empréstimos a angariações. Estas empresas direcionam os seus esforços para cobrir as limitações das opções oferecidas pelos serviços financeiros tradicionais, revolucionando a forma como nos relacionamos com as ditas entidades financeiras.

 

Estas empresas procuram então oferecer mais autonomia e facilidade, eliminando a intermediação bancária. 

 

Como surgiram as fintech?

 

Na origem das fintechs está um dos maiores acontecimentos financeiros dos últimos tempos. A queda do banco Lehman Brothers, em 2008, deu origem a uma grande crise internacional. 

 

Com o enorme esforço económico público e privado para reabilitar o mercado financeiro, muitas das evoluções tecnológicas foram deixadas para trás. Isto deixou em aberto um caminho para outras empresas aproveitarem este desinvestimento.

 

Surgiram, assim, as Fintech. As empresas que decidiram apostar em evoluções tecnológicas no mercado financeiro e que contaram com o apoio e experiência de antigos funcionários demitidos dos grandes bancos.

 

Estas empresas são, normalmente, associadas aos bancos digitais. No entanto, podem dividir-se em várias áreas: 

 

  • Criptomoedas
  • Controlo de pagamentos e transações (Blockchain)
  • Financiamento coletivo
  • Bancos Digitais
  • Etc

 

O crescimento das Fintechs tem aumentado a bom ritmo de ano para ano. Foi registado um investimento de 112 mil milhões de dólares em 2018, segundo a KPMG. No entanto, ainda existem muitos desafios que estas empresas enfrentam no futuro.

 

Para Afonso Eça, co-fundador da startup portuguesa Raize, “as fintech ou vendem produtos a bancos, ou crescem e o seu escrutínio torna-se maior e ficam a caminho de se tornar um banco, ou serão compradas por um banco”.

 

Quais as tendências para o futuro das fintech?

 

Segundo a Forbes, além da curva crescente na evolução das fintech, existem outras 4 tendências que irão marcar o futuro destas empresas:

 

Insurtech

 

Embora estejamos a observar um grande crescimento nos produtos bancários, existe uma outra área por onde as fintechs ainda não ganharam tração. Contudo, prevê-se que ganhem relevo no futuro próximo. Falamos do ramo dos seguros. Esta área tem resistido à revolução tecnológica, mas prepara-se para acompanhar esta evolução.

 

Ao apoiar o crescimento desta área, espera-se, também, a popularização de seguros no espaço da cibersegurança, protegendo as pessoas e empresas de ataques de hackers.

 

Adaptação das fintech ao mercado dos empréstimos online

 

O mercado dos empréstimos online é, hoje, muito maduro, existindo já soluções bastante competitivas. No entanto, as fintech poderão, ainda, ter algo a dizer neste mercado, podendo procurar novas formas de trabalhar este produto e de trazer novas soluções aos utilizadores. Uma das propostas avançadas é a criação de plataformas de crédito de marca branca. Esta hipótese permite disponibilizar este software a outras empresas, assim como a automatização de alguns processos, de forma a reduzir o custo operacional e o risco de erro.  

 

A comprovar estes avanços, assistimos, recentemente, ao anúncio do Revolut. Esta alternativa digital à banca tradicional prepara-se para emitir cartões de crédito, prevendo a opção de empréstimos para os seus clientes.

 

Fintech não deverão partir para as IPO (ofertas públicas iniciais)

 

Embora estejamos já no final de 2019, para este ano tinham sido apontadas várias marcas que poderiam avançar para IPO’s. Entre elas estão a Uber, Airbnb e Pinterest.

 

No entanto, nessa lista não consta qualquer fintech. Isto mostra que estas empresas pretendem manter-se mais algum tempo com capital privado, procurando manter as vantagens deste tipo de estratégia, embora possam sofrer uma pressão maior para gerar liquidez.

 

Criptomoedas com adoção crescente nos pagamentos

 

Vários são os locais a nível nacional e internacional que já aceitam pagamentos com criptomoedas, embora a sua dispersão ainda não demonstre expressividade. 

 

No entanto, a tendência é que cada vez mais utilizadores optem por esta solução para os seus pagamentos, tentando aproveitar as vantagens oferecidas por estas divisas.

 

Jasmin Software, uma ferramenta para acompanhar as tendências do mercado

 

Com o mercado em constante evolução, é importante que conte com parceiros que o ajudem a adaptar-se a novas realidades e que o acompanhem no seu crescimento.

 

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