Valor de uma empresa: sabe calcular o valor da sua empresa?

Se está à procura de vender ou comprar uma empresa, deve conhecer o seu valor. No artigo de hoje vamos partilhar 4 métodos para poder determinar o valor de uma empresa, que incluem aspetos como o potencial do negócio ou o seu estado financeiro.

 

Avaliar o valor de uma empresa não é tão linear e objetivo quanto parece. O mesmo depende de várias questões que podem resultar em valores completamente díspares. Além disso, a expectativa que tem sobre o valor de uma empresa pode ficar bastante distante da realidade. Por vezes, um negócio que pensa ter um investimento mais reduzido, na verdade vale muito mais, e vice-versa, daí ser importante possuir um profundo conhecimento do setor e do mercado.

 

Porém, existem alguns métodos que o ajudam a aproximar-se do valor mais real. Selecionamos 4:

 

Métodos para calcular o valor de uma empresa

 

1. Método Comparativo

 

Como o nome indica, este método para calcular o valor de uma empresa (não cotada em bolsa) passa por compará-la a outra empresa semelhante, como por exemplo, a concorrência. Através da média setorial consegue-se encontrar um valor aproximado para a empresa.

 

O risco de ficar aquém do valor real é elevado, uma vez que é impossível encontrar uma empresa 100% idêntica (como mesmo número de funcionários, como mesmo volume de vendas e de stock, etc.) e analisar todos os parâmetros em detalhe.

 

2. Avaliação dos ativos

 

Outro modo para calcular o valor de uma empresa é através da avaliação dos ativos da mesma, ou seja, qual é o valor dos seus ativos caso a empresa deixasse de trabalhar naquele momento.

 

Neste cálculo deve incluir desde as máquinas, edifícios, carros, equipamentos, produtos, capital e, também, os valores em dívida e os compromissos financeiros. As receitas futuras não são consideradas.

 

3. Método do cash-flow descontado

 

O método do fluxo de caixa descontado permite chegar ao valor de uma empresa através da análise da capacidade financeira do negócio para gerar rendimento nos próximos 5 anos.

 

Para isso, é necessário obter uma estatística das receitas, dos custos da empresa e da carteira de clientes para um determinado período. Desse resultado, é subtraída uma percentagem que corresponde ao custo para colocar no presente, valores só possíveis de alcançar no futuro. Desta forma, consegue alcançar uma previsão do montante financeiro que a empresa deve gerar a médio/longo prazo, avaliando o quanto vale isso atualmente.

 

Este é um dos métodos mais importantes e utilizados, pois representa uma maior fiabilidade quanto ao potencial do investimento.

 

4. Performance do futuro

 

Este método para determinar o valor de uma empresa foca-se no desempenho futuro da empresa com um novo comprador. Este desempenho depende da condição atual em que o negócio se encontra e da capacidade de gestão do novo comprador, ou seja, daquilo pode e se compromete a fazer com o mesmo. Assim sendo, o valor final da empresa depende do comprador e das suas expectativas.

 

Como é que o Jasmin pode ajudá-lo a determinar o valor de uma empresa?

 

O Jasmin é um software de faturação expert em gestão, que reúne uma série de características que facilitam o dia-a-dia de qualquer gestor. É cloud, multiutilizador, multimoeda e integra com as principais aplicações do mercad. Além disso, tem inteligência e poder preditivo, que o ajuda na tomada de decisões.

 

Se quer chegar mais facilmente ao valor de uma empresa, no Jasmin encontrar as informações que precisa para fazer todas as contas que precisa, de forma ágil e simples. Com este software consegue obter de forma muito autónoma e rápida dados importantes de um negócio, como volume de faturação, informação sobre fornecedores e clientes, gerir encomendas, entradas e saídas de stock, controlar margem de lucro, contas correntes e pendentes, em qualquer lugar e a qualquer hora, sem erros nem surpresas!

 

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Mindfulness: 5 dicas para aumentar a produtividade no seu dia-a-dia

Quantas vezes já deu por si a fazer algo importante e, de repente, algo desvia a sua atenção? Muitas, certo?

 

Isso acontece porque, seja por toda a informação que o seu cérebro armazena, seja por tudo o que acontece à sua volta a todo o momento, acaba por ser muito mais fácil ser distraído do que manter-se concentrado numa só coisa: o stress daquela tarefa que tem para completar mas ainda não completou e que, volta e meia, visita o seu pensamento, pensar no que será o jantar desse dia, aquela notificação que lhe apareceu no telemóvel ou no cantinho do computador, um pássaro que fez mais barulho a passar pela sua janela. Quando der por si, acaba por demorar muito mais tempo a terminar a tarefa que tem efetivamente em mãos, podendo afetar significativamente a sua produtividade.

 

Hoje em dia, já não tem de ser refém das divagações do seu cérebro. Através de práticas de Mindfulness, consegue uma maior capacidade de adaptação e resolução concreta das eventualidades do seu dia-a-dia, ao fazer com que a sua mente, mais relaxada, se concentre naquilo em que se deve realmente concentrar, não se deixando levar pelas distrações do quotidiano e controlando as suas emoções, reações e pensamentos.

 

O que é Mindfulness?

 

Com origem budista, Mindfulness significa, traduzindo para português, “Atenção Plena”. Ficou na mesma, não ficou? Trocando por miúdos, Mindfulness é colocar a sua atenção no momento presente e estar totalmente consciente dele, chegando a um ponto em que consegue distinguir, de entre a sua miríade de pensamentos, quais são úteis e quais não são.

 

Isto significa que, com a prática de Mindfulness, não vai mais deixar-se levar por distrações, sejam os seus pensamentos ou fatores externos a si (como o exemplo do pássaro a passar pela janela do seu escritório), que o impeçam de estar, trabalhar, no momento presente.

 

O que é que isto tem a ver com o incremento da produtividade? Ora, estar com atenção plena ao momento presente significa estar com atenção toda focada na tarefa em mãos, estando a pensar apenas nela e, consequentemente, obtendo melhores resultados quer a nível de tempo, quer a nível de qualidade – não é difícil de ver que, ao distrair-se muitas vezes a meio de algo, vai perdendo o seu fio condutor e, à medida que a deadline se aproxima, a qualidade pode ir decrescendo.

 

E antes que se questione: sim, tem a sua parcela de meditação, mas não, não tem de se sentar com as pernas “à chinês” e fazer aquele som de meditação que todos conhecemos. De seguida apresentamos algumas dicas para que consiga aumentar a sua produtividade com práticas de Mindfulness.

 

5 dicas de Mindfulness para aumentar a sua produtividade

 

1. Faça exercícios de atenção

 

No seu cerne exercícios de meditação, estes são exercícios que treinam o seu cérebro para que a desenvolva a sua capacidade de se focar em algo em particular, como um objeto, uma situação ou uma tarefa. Abordagens destes exercícios incluem a respiração consciente, a caminhada consciente e a examinação do próprio corpo.

 

Para levar a cabo o exercício de respiração, sente-se numa posição confortável e foque-se na simples sensação de respirar, em aspetos concretos como a entrada e saída de ar dos pulmões, ou o movimento causado no seu abdómen. Já em relação à caminhada, seja dentro ou fora de casa, foque-se na sensação da sua pele a tocar no chão, no ar fresco envolvente, ou num determinado aroma. Examine mentalmente cada uma das partes do seu corpo, desde os pés à cabeça, atentando no que sente em cada uma.

 

O importante é deixar que a sua atenção se foque num pormenor de cada vez; vai acontecer-lhe muitas desviar-se com alguma distração ou começar a pensar noutra coisa diferente – é normal. Simplesmente aceite e volte lentamente a focar-se no que estava a fazer. Depois de algum treino, é algo que lhe irá acontecer cada vez menos.

 

2. Foque-se numa tarefa de cada vez

 

Como referido, o principal fundamento do Mindfulness é o foco da atenção. Então, evite fazer multitasking! Pode dizer a si próprio que está a ser mais produtivo, porque tem a sensação de estar a fazer tantas coisas. No entanto, pelo contrário, o que está a fazer é a dispersar a sua atenção e o seu esforço entre várias tarefas em vez de os focar numa em específico; ao fazê-lo, tal não significa que cada uma das tarefas vai ficar pronta em menos tempo – se pensar bem, pode ter o efeito contrário, porque ao mudar para outra já se desconcentrou da primeira, tendo de voltar atrás e concentrar-se novamente – e a qualidade do produto final não será melhor.

 

3. Priorize os seus afazeres

 

Todos os dias, antes de sair do trabalho, consulte a sua lista de afazeres e veja os que concluiu, os que tem para concluir ou os que, entretanto, apareceram e que deve acrescentar. Mas uma lista de nada lhe serve se não for convenientemente organizada de modo a que possa prestar atenção a uma tarefa de cada vez; uma forma de o fazer, é organizar as suas tarefas por ordem de prioridade, nível de atenção requerido e quantidade de tempo necessário. Tendo esta listagem em vista, guarde para quando se sente mais produtivo (geralmente, de manhã) as mais prioritárias e mais complicadas e assim sucessivamente, deixando as menos urgentes e/ou menos exigentes para o fim do dia.

 

4. Crie um ambiente sem distrações

 

Tente ter no seu ambiente de trabalho apenas o essencial para o seu dia de trabalho. Por exemplo, dentro do que lhe for possível, escolha uma ou outra altura do dia para ler e responder aos seus emails e/ou retribuir as chamadas e desligue as notificações do seu telemóvel ou computador para não estar constantemente a ser alvo de distração. Além disso, as suas redes sociais são um grande ponto de distração e, em princípio, não lhe irão fazer falta durante o horário de trabalho, por isso, desligue também essas notificações, de modo a só as consultar nos intervalos.

 

5. Faça pausas durante o dia

 

O facto de passar 8 horas de trabalho em frente a um computador, além de não ser saudável, não significa que a sua produtividade seja superior. Ao invés disso, faça algumas pausas durante o dia para descansar e refrescar a mente. Faça por alguns minutos o que decretou não fazer no horário de trabalho, como dar uma breve olhadela nas redes sociais – assim, vai controlando a sua curiosidade e dar-se a si próprio algo menos em que pensar que possa atrapalhar a execução das suas tarefas.

 

 

Foque-se com o Jasmin

 

Com o Jasmin, a gestão diária da sua empresa será muito mais simples. Com este software de gestão que pode levar para todo lado, por funcionar na cloud, não precisa de se distrair de outras tarefas que tenha em mão; basta dedicar uns minutos do seu tempo para se pôr a par do dia-a-dia do seu negócio. Conta ainda com os insights para gestores, que lhe proporcionam informações úteis para as suas decisões em tempo real, logo que abre o software, para facilitar a sua consulta.

 

Gratuito para quem está a começar, mas sem decréscimo nas funcionalidades, se é freelancer ou gere uma PME, o Jasmin é o software para si.

 

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OKR: o que é e como aplicar à sua empresa

Em qualquer aspeto da vida, incluindo (e sobretudo) no trabalho, os objetivos são importantes.

 

Definir um objetivo é estabelecer uma meta para a qual caminhar, um futuro a atingir. No entanto, muitas vezes, esse objetivo é uma indicação vaga, um conceito abstrato que não está a, ou não pode, ser medido. Por exemplo, pode definir um objetivo de aumentar a sua produtividade ou a da sua empresa, mas como é que atinge esse objetivo? Como é que mede se está a conseguir atingi-lo?

 

A metodologia OKR foi criada exatamente para que objetivos não sejam ambíguos ou impossíveis de realizar, permitindo a indivíduos e organizações definirem metas a atingir e medirem o progresso que é feito até lá chegar, e é uma tendência crescente na área da gestão de pessoal que deve ficar a conhecer.

 

O que é “OKR” e para que serve?

 

OKR é um acrónimo que significa “Objective and Key Results” – em português, objetivos e resultados-chave. Criado nos anos 70 e popularizado pelo investidor John Doerr, que ajudou a financiar empresas como a Google (onde introduziu o método em 1999), o Twitter e a Amazon, o sistema dos OKR baseia-se em duas perguntas muito simples:

 

  1. Para onde é que quero ir?

  2. Como é que vou saber se lá cheguei?

A grande diferença dos OKRs face ao conceito semelhante dos Indicadores de Desempenho (KPI) é que, enquanto os KPIs são ao nível da organização, os OKRs são muito mais individuais, pessoais até; todas as pessoas numa organização podem e devem criar os seus próprios OKRs. Para além disso, os Indicadores de Desempenho, como o nome indica, espelham o desempenho de uma empresa ou projeto ao longo do tempo; um OKR, por sua vez, é uma representação de um objetivo, ou seja, algo que será alcançado a certo ponto e que deve ser bastante ambicioso, com os resultados-chave a servirem para medir quando esse ponto é atingido.

 

A principal vantagem dos OKRs é que, pela sua clareza e transparência, servem para unir objetivos pessoais, de equipa e empresariais de forma a que todos os elementos consigam caminhar em conjunto rumo a um resultado comum. Os OKRs dos cargos de liderança serão, pela natureza desses mesmos cargos, mais “big picture” e orientados para os resultados globais da empresa; os OKRs dos restantes membros de uma equipa, por sua vez, serão dirigidos para o seu próprio trabalho, mas todos colaborando para cumprir os resultados-chave dos objetivos de liderança.

 

Para os OKRs funcionarem, é importante que os resultados-chave sejam mensuráveis, preferencialmente avaliáveis numericamente (a Google, por exemplo, usa uma escala de 0.0 a 1.0), e transparentes, na medida em que todos os membros da organização devem poder ver em que é que os outros elementos estão a trabalhar. No entanto, não devem ser interpretados como uma “lista de afazeres”, nem devem ser julgados quando a avaliação fica abaixo da média; os resultados inferiores devem ser avaliados como dados para ajudar a definir os próximos OKRs e as metas devem continuar a ser ambiciosas, caso contrário, perde-se o efeito principal desta metodologia.

 

Como os OKRs têm por base objetivos de nível elevado, difíceis de alcançar – os chamados “stretch goals” –, na prática o que acontece é que as equipas acabam por alcançar muito mais do que acreditam ser possível, ultrapassando as expectativas.

 

Como implementar OKRs na sua empresa

 

A implementação de OKRs na sua empresa deve vir de cima, ou seja, da liderança. Os líderes e gestores da sua empresa não devem simplesmente exigir que os membros das equipas usem OKRs, mas devem implementá-los, inicialmente, desde o topo, numa abordagem top-down. É importante que seja claro para toda a equipa o que são os OKRs e quais as suas vantagens, tanto ao nível individual como empresarial.

 

Para começar, defina o período temporal segundo o qual vai definir os objetivos e medir os resultados-chave. Geralmente, este período é trimestral, mas pode adaptá-lo para o formato que for mais conveniente para a sua empresa.

 

De seguida, escreva os seus objetivos, tendo sempre em conta as duas questões referidas acima: para onde é que quero ir e como é que vou saber se lá cheguei. Lembre-se que estes devem ser mensuráveis e ambiciosos – não caia no erro de definir objetivos que são, essencialmente, “mais do mesmo” e não desafiam a sua empresa. Tenha também em conta que a definição dos objetivos deve ser uma cooperação com toda a equipa, de forma a que todos os participantes se comprometam com os objetivos definidos de forma a garantir maior compromisso e empenho.

 

A partir daí, perceba quais os resultados-chave que deve medir para comprovar a realização dos objetivos. Se o seu objetivo for duplicar as vendas no próximo trimestre, por exemplo, um resultado-chave válido será aumentar o número de contactos de potenciais clientes – leads – em 150%. Serão estes resultados-chave que motivarão e definirão o percurso da sua empresa para o próximo trimestre, por isso escolha-os cuidadosamente e com o feedback da sua equipa.

 

Por fim, ao terminar o período do OKR, avalie os seus resultados-chave para perceber a taxa de sucesso para os seus objetivos. Se atingiu os 100% em todos os seus objetivos, não se congratule: significa que os seus objetivos não eram ambiciosos o suficiente! A taxa que procura estará entre os 60% e 70% – um sucesso, sem dúvida, mas ainda longe do seu objetivo ambicioso e com potencial para melhorar. Afinal, se o objetivo era uma grande ambição, ter chegado aos 70% é bastante positivo. Se, por outro lado, esteve longe de atingir alguns dos seus objetivos, com resultados abaixo dos 40%, não significa insucesso, simplesmente que apontou alto demais e deve reajustar os seus OKRs para o período seguinte de forma a que sejam mais realistas.

 

A adaptação a um sistema de OKRs não é imediata e poderá gerar alguma confusão inicial, mas se tiver estes passos em mente e implementá-los enquanto equipa, com o input dos seus elementos, verá o impacto estrondoso que terá na sua organização – o mesmo impacto que tornou empresas como a Google, Amazon e Twitter líderes dos seus respetivos mercados!

 

Como o Jasmin pode ajudar a controlar e a medir os seus objetivos

 

Controlar os seus resultados-chave e verificar se os atingiu é fulcral para que os OKRs funcionem, mas nem sempre é simples ou prático controlar todos os indicadores. Felizmente, o Jasmin Software pode ajudar, centralizando toda a informação num só sítio e controlando a sua evolução com o apoio da Inteligência Artificial.

 

O Jasmin permite-lhe consultar os principais dados relevantes para a gestão da sua empresa, organizando e interpretando esses dados para lhe trazer insights sobre o estado do seu negócio. Isto não só lhe permite minimizar o tempo que perde à procura das informações importantes, como também controlar o cumprimento dos seus objetivos, mostrando-lhe um ponto de situação quanto às vendas, receitas, despesas ou resultados. Desta forma, pode implementar OKRs na sua empresa e segui-los através da informação de um único software de gestão que está disponível em qualquer lugar, a qualquer hora, graças à cloud.

 

Se quer controlar os seus objetivos e resultados da melhor forma, as boas notícias são que o Jasmin é gratuito para quem está a começar. Não há razão para não o usar, por isso experimente já!

Como efetuar o aumento de capital da sua empresa

O capital social de uma empresa corresponde aos montantes de entrada (em dinheiro ou espécie) fornecidos pelos sócios ou acionistas, para o início da atividade da sociedade. O valor do capital social é muito variável de negócio para negócio, e em certos tipos de sociedade há mínimos a respeitar. Contudo, em todos os negócios, o capital social é um importante indicador já que condiciona os direitos de cada sócio ao voto e aos lucros da empresa.

 

No desenrolar da atividade, surgem situações que “obrigam” os empresários a fazer um aumento de capital, tal como previsto no Código das Sociedades Comerciais.

 

Um aumento de capital de uma sociedade implica, portanto, uma alteração no contrato, pelo que segue regras definidas, quaisquer que sejam as modalidades.

 

Como posso fazer um aumento de capital na minha empresa?

 

No Código das Sociedades Comerciais (CSC) estão descritas duas formas de proceder ao aumento de capital social de um negócio: por incorporação de reservas e por subscrição de novas ações. No entanto, há uma outra efetuar o aumento de capital social, menos frequente, por transformação de dívida em capital.

 

Mas, ao certo, como funcionam estas três formas de proceder ao aumento de capital de uma empresa, e quais as vantagens e riscos associados? Explicamos-lhe tudo.

 

Aumento de capital social por Incorporação de Reservas

 

Segundo o artigo 91º do CSC, é possível aumentar o capital social de uma empresa pela incorporação de “reservas disponíveis para o efeito”. Na prática, isto significa pegar em parte dos lucros da empresa (obtidos em exercícios financeiros anteriores e ainda detidos) e acrescentá-los ao capital social. É uma forma simples, mas que obedece a regras. O reforço de capital por incorporação de reservas só pode ser realizado:

 

  • enquanto não estiverem vencidas todas as prestações do capital social inicial ou do capital social aumentado;

  • depois de serem aprovadas as contas do exercício anterior à deliberação. Caso tenham passado mais de seis meses sobre a aprovação, terá que ser realizado um balanço especial que deve ser organizado e aprovado nos termos do balanço anual, para averiguar e aprovar as reservas a serem incorporadas.

 

Nesta modalidade de aumento de capital social não há alteração da situação líquida de uma empresa, já que não há entrada de dinheiro. Nesta situação, contudo, o valor contabilístico e o valor de mercado por ação descem na proporção do número de novas ações emitidas. Da mesma forma, fica limitado o valor dos dividendos a distribuir.

 

Aumento de capital social por Subscrição de Novas Ações

 

Nesta modalidade de aumento de capital de um negócio, prevista no artigo 92º do CSC, o capital social é aumentado pela emissão e subscrição de novas ações ou quotas por sócios. Ou seja, a empresa emite novas ações que são compradas por sócios novos ou antigos, revertendo o produto dessa venda para reforço de capital. Há situações em que, não havendo criação de novas ações, o valor nominal das existentes é aumentado. Pode proceder-se a um aumento de capital desta natureza se estiverem definitivamente registados aumentos anteriores e quando estiverem vencidas todas as prestações de capital social inicial ou de capital social aumentado.

 

Nesta situação há uma alteração da situação líquida da empresa, devido à entrada de dinheiro (ou de bens) na empresa. O valor contabilístico por ação poderá aumentar, manter-se ou diminuir, e este tipo de aumento de capital social poderá estar reservado a acionistas antigos – em que o valor da emissão será inferior à de mercado – ou a novos acionistas – em que o preço da emissão é estabelecido pelo valor da cotação.

 

Aumento de capital social por Transformação de Dívida em Capital

 

Esta forma de aumento de capital é a menos comum de todas, já que na maioria dos casos significa que a empresa poderá estar com dificuldades financeiras. Na prática, os credores da empresa tornam-se seus acionistas, transformando a dívida em participação. Mas, note-se que esta modalidade está reservada às empresas que apresentem mais de um milhão de euros em faturação, entre outras cláusulas.

 

Jasmin Software, para o ajudar a controlar as finanças do negócio

 

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Faturas sem papel: o que muda e como aderir

A utilização massiva do papel nos processos administrativos das empresas tem agora um fim à vista com a possibilidade de utilização das faturas digitais.

Procurando promover a simplificação legislativa e conferir uma maior segurança jurídica aos contribuintes, o governo começou a anunciar a nova data para o envio do ficheiro SAF-T e a possibilidade do fim das faturas em papel (o início da era “fatura sem papel”), em junho do último ano, ao abrigo do programa Simplex+.

Já em dezembro, foi aprovado em Conselho de Ministros este decreto-lei que reforçava a intenção de promover as potencialidades do sistema e-fatura no combate à fraude e evasão fiscais, simplificando também algumas obrigações em sede de IVA e criando condições para que a fatura deixe de ser impressa em papel.

A 15 de maio, com a publicação da Portaria nº. 144/2019 em Diário da República, foi formalizado oficialmente o regulamento relativo às faturas sem papel.

Quem pode usufruir e quais as condições?

 

Para que as empresas fiquem isentas de imprimir as faturas, é necessário que estas comuniquem à Autoridade Tributária (AT) essa mudança e que cumpram os seguintes requisitos:

 

  • O adquirente do bem ou serviço não pode ser sujeito passivo, devendo o cliente ser consumidor final. Assim, este processo não se aplica a transações entre empresas (B2B).
  • A empresa não pode estar em situação de incumprimento da comunicação dos elementos das facturas à AT. Se este for o caso, deve primeiro corrigir a situação de irregularidade na comunicação com a AT.
  • É exigido que a emissão de faturas seja feita através de um software certificado.
  • Neste ponto há 2 cenários alternativos, pelo que as empresas poderão optar por um dos dois:
    1) A comunicação das faturas à AT deve ser feita em tempo real;
    2) A empresa deve comunicar as faturas à AT através do ficheiro SAF-T, contudo deve comunicá-las em tempo real aos clientes, via meio eletrónico, como por exemplo, email ou SMS.

Caso a empresa adira à fatura sem papel, é importante referir que, caso o cliente peça, a empresa continuará a ser obrigada a ceder este documento físico.

Para aceder aos documentos, as empresas poderão consultar as faturas no Portal das Finanças imediatamente após a emissão, enquanto os clientes poderão consultar na sua área pessoal do e-fatura, podendo ter de esperar até 10 dias para a conseguir consultar.

 

Como aderir à fatura sem papel?

 

Para aceder às faturas sem papel, necessita de seguir alguns passos:

 

1. No Portal das Finanças, selecione o serviço do e-balcão e escolha a área de atendimento e-balcão.

 

2. Carregue no botão para registar uma nova questão

 

3. No preenchimento do formulário, selecione “e-fatura” na opção área e depois “Adesão fatura s/ Papel” no tipo de questão. No campo questão escolha:

– “Nos termos art. 4º n.1” se a sua empresa comunica em tempo real as facturas à AT

– “Nos termos art. 4º n.2” se a sua empresa possui o método SAF-T para comunicar à AT

 

4. Por fim, no assunto coloque “Portaria 144/2019 – Comunicação Opção – NIF XXXXXXX” e no campo mensagem coloque “Declaro que pretendo optar pela dispensa de impressão de fatura em papel reunindo as condições previstas no Art. 4.º da Portaria 144/2019 de 15 de maio”.

No final destes passos, já está feito o pedido à AT para a adesão à fatura sem papel.

Como emitir faturas sem papel no Jasmin

 

Emitir faturas sem papel é muito simples com o Jasmin. Poderá optar por emitir faturas eletrónicas ou, até 31 de dezembro de 2023, continuar a enviar as suas faturas em pdf (digitalmente assinadas), salvaguardando sempre o cumprimento das obrigações legais e fiscais impostas pela AT. 

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Conta Caucionada: será para o meu negócio?

Conta caucionada consiste de uma solução de crédito a curto prazo que tem como objetivo gerir insuficiências de tesouraria. A conta caucionada é um acordo entre uma empresa e uma instituição financeira ou de crédito que permite ao negócio ter acesso a determinadas quantias de dinheiro, ainda que não tenha liquidez naquele momento.

Este tipo de crédito a curto prazo é também chamado de conta corrente caucionada ou crédito de tesouraria.

Conheça formas alternativas de financiamento empresarial!

 

Será uma Conta Caucionada a solução para o meu negócio?

 

Um destes créditos de tesouraria, uma conta caucionada, ajuda as empresas que estão a passar por momentos de dificuldade de tesouraria. Ou seja, e uma forma de financiamento indicada para necessidades pontuais de uma empresa, como por exemplo um negócio que precisa de liquidez enquanto espera pelo recebimento de um cliente.

 

Como funciona a conta caucionada

 

Este tipo de financiamento destinado às empresas segue um conjunto de normas. As condições do montante a crédito e respetivas taxas de juro são definidas no acordo, tendo em conta as necessidades da empresa e a análise comercial levada a cabo pelo banco. Da mesma forma, a periodicidade do pagamento de juros é, em regra, mensal ou trimestral e o prazo varia de entre 180 dias e até um ano com possibilidade de renovação.

 

Ou seja:

 

  • A entidade bancária define um valor de crédito variável;

  • A empresa fica obrigada a criar uma nova conta que será articulada com a conta à ordem, para que se possa transferir montantes da conta caucionada para a conta à ordem até ao limite estipulado pelo banco;

  • Os juros são calculados diariamente de acordo com o valor do crédito em cada momento e são cobrados periodicamente na conta à ordem da empresa – mensal ou trimestralmente;

  • A entidade bancária poderá exigir uma garantia à empresa, como uma livrança com aval dos sócios.

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Vantagens

 

A solução de conta caucionada tem uma grande vantagem que é a facilidade de utilização do crédito. Além disso, a empresa pode dispôr do crédito com muita flexibilidade, segundo as necessidades individuais de tesouraria, sem ter que se sujeitar a um plano pré-definido de amortização.

 

Os juros associados à conta corrente são proporcionais aos montantes usados, isto é, transferidos da conta caucionada para a conta corrente. As taxas de juro neste tipo de financiamento a curto prazo são, normalmente, bastante competitivas (mas além das taxas de juro, há gastos com comissões).

 

Assim, uma conta caucionada pode ser a solução fácil e rápida que uma empresa que enfrenta um momento menos bom precisa, para conseguir fazer face a despesas de tesouraria e manter o funcionamento num curto período.

 

Desvantagens

 

Apesar de geralmente vantajosa, a solução de conta caucionada apresenta, claro, algumas desvantagens para a empresa que solicita o crédito. A utilização prolongada e sistemática deste tipo de crédito pode ter custos elevados relacionados com os serviços associados à renovação da conta corrente.

 

Além disso, é necessário ter em conta que a grande maioria dos bancos cobram às empresas várias comissões aquando da contratação do crédito de tesouraria ou conta caucionada. Estas comissões são:

 

  • Comissão de Dossier ou de Formalização – comissão cobrada independenetmente do pedido de concessão de conta caucionada ser ou não aprovado. Esta comissão pode ser fixa ou variável – no caso de ser variável, o valor pode ser muito elevado;

  • Comissão de Abertura – comissão que deve ser paga no momento de abertura de conta caucionada. Está normalmente associada ao valor limite do crédito;

  • Comissão de Imobilização – cobrada sobre o valor do limite da conta corrente caucionada que não está em utilização.

Mas estas três comissões, apesar de serem as mais comuns, não são as únicas que podem ser cobradas. Pode ainda existir comissão de gestão de conta ou uma comissão de utilização da conta caucionada.

 

Desta forma, tendo em conta todas as comissões e mais os juros aplicados diariamente, se usada a médio prazo esta forma de financiamento pode vir a ser bastante dispendiosa para uma empresa. É necessário que, antes de contratar este tipo de serviço de conta caucionada se avaliem bem todos os parâmetros do acordo bem como as finanças da empresa, para perceber se esta modalidade é adequada ao negócio e momento em questão.

 

E para a gestão do negócio, Jasmin Software

 

O Jasmin, software expert em gestão, ajuda-o a gerir o seu negócio em todas as áreas, incluindo a gestão financeira. Agora, o Jasmin está equipado com Inteligência Artificial para que a gestão financeira e tomada de decisão sejam agilizadas. Os Jasmin Business Insights apresentam periodicamente statements de negócios com informação relevante baseada em dados (nos dados da sua empresa), que lhe permitirão ter uma visão mais aprofundada da situação do seu negócio.

 

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