Guia completo para a constituição legal de uma empresa: passo a passo

Se está a planear iniciar um negócio em Portugal, a constituição legal de uma empresa é um passo fundamental. O processo pode parecer complexo, mas com o conhecimento adequado e orientação, é possível finalizá-lo com sucesso. Neste guia completo, oferecemos uma visão geral dos passos essenciais para a constituição legal de empresa em Portugal.

 

10 passos para a constituição legal de uma empresa

 

1. Pesquisa prévia

 

Antes de iniciar o processo de constituição legal de uma empresa, é vital realizar uma pesquisa abrangente para garantir que a ideia de negócio é viável e original. Verifique se não existem empresas já registadas com nomes semelhantes ao que pretende utilizar e se existe procura de mercado para o seu produto ou serviço.

 

2. Escolha do tipo de empresa

 

Em Portugal, existem várias formas jurídicas de empresas, como Sociedade Unipessoal, Sociedade Limitada (Lda.), Sociedade Anônima (SA), entre outras. Escolha a que melhor se adapta ao seu modelo de negócio, considerando responsabilidade, estrutura de propriedade e requisitos de capital social.

 

3. Elaboração dos documentos necessários

 

Agora é o momento de preparar os documentos essenciais para o processo de constituição legal de empresa. Isso inclui a redação dos estatutos da empresa, onde são definidos os direitos e deveres dos sócios, e a elaboração do pacto social, se aplicável.

 

4. Registo Comercial Online

 

Com os documentos prontos, é hora de proceder ao Registo Comercial Online para a constituição legal de uma empresa. Este passo pode ser feito através do portal “Empresa na Hora”, um serviço que permite a criação da empresa de forma simples e rápida. Aqui, precisará de fornecer informações sobre os sócios, atividade da empresa e outros detalhes relevantes.

 

5. Capital social e conta bancária

 

Em alguns casos, dependendo do tipo de empresa, é necessário depositar o capital social mínimo numa conta bancária no nome da empresa. Esse valor varia de acordo com a forma jurídica escolhida.

 

6. Pedido de NIF e NISS

 

O Número de Identificação Fiscal (NIF) é essencial para todas as empresas em Portugal e é emitido pelo Serviço de Finanças. Já o Número de Identificação da Segurança Social (NISS) será necessário se você tiver empregados a seu cargo.

 

7. Inscrição na Segurança Social

 

Se a sua empresa tiver funcionários, é necessário registá-la na Segurança Social para a constituição legal de uma empresa. Isso garantirá que os trabalhadores estejam protegidos por benefícios previdenciários.

 

8. Licenças e autorizações

 

Alguns setores ou atividades empresariais podem exigir licenças específicas ou autorizações para operar legalmente. Verifique com as autoridades competentes se a sua empresa precisa de alguma licença adicional.

 

9. Inscrição no Registo Comercial

 

Após a criação da empresa, você deve registrar-se no Registo Comercial local, que atribuirá um número de matrícula que será usado em todas as transações comerciais.

 

10. Emissão de faturas

 

Agora que a sua empresa está devidamente constituída, é importante emitir faturas com o NIF da empresa e os dados corretos, de acordo com as regras fiscais portuguesas.

 

O Cegid Jasmin, software de gestão cloud e certificado, foi desenvolvido para pessoas ou pequenas empresas que pretendem trabalhar de forma autónoma e cumprir com todas as obrigações fiscais, mantendo os processos administrativos atualizados e seguros.

 

Veja como é tão simples fazer evoluir negócios com o Jasmin:

 

Experimente já o Jasmin Express sem qualquer custo associado!

6 estratégias para conquistar novos clientes como freelancer

Ser trabalhador independente – vulgarmente designado como freelancer – é cada vez mais uma opção aliciante de carreira, com o nomadismo digital e a globalização a abrirem portas ao sucesso em diversas carreiras freelance, fenómeno que só ganhou ainda mais força com o surgimento da pandemia e a subsequente transformação do trabalho em Portugal.

 

No entanto, ao começar uma carreira enquanto trabalhador independente, um desafio inevitável é conseguir angariar os primeiros clientes para criar um emprego sustentável. Assim sendo, deixamos aqui seis estratégias que pode aplicar para conseguir os seus primeiros projetos de freelancer.

 

1. Utilize plataformas de procura de serviços

 

Existem inúmeras plataformas digitais dirigidas para a promoção ou pedido de serviços ocasionais e especificamente para procurar freelancers, o que cria uma enorme oportunidade para procurar novos projetos – mas que também significa uma concorrência extrema, já que existem centenas de outros freelancers a procurar trabalho nas mesmas plataformas.

 

Como tal, para se destacar num mar de oferta, é importante que trabalhe bem o seu perfil nestas plataformas, nomeadamente, mantendo-o atualizado, preenchendo todas as informações necessárias (e, quando relevante, também as opcionais) e participando ativamente na mesma.

 

Garanta também que a sua restante presença digital fora da plataforma – ou seja, redes sociais, site pessoal, portefólio, etc. – está atualizada, caso contrário, se o potencial cliente for pesquisar mais informações sobre si online, poderá desistir do contacto se parecer que não atualiza há algum tempo, passando por inatividade.

 

2. Faça networking

 

Muitos dos primeiros clientes de um freelancer originam do seu círculo pessoal de contactos, particularmente amigos, conhecidos e terceiros a quem foi passada a palavra. Portanto, uma das melhores formas de conquistar mais clientes na fase inicial e no futuro é expandido esse círculo de influência.

 

O networking existe exatamente para isso, fornecendo oportunidades de contacto com profissionais e empresas abertos a trocar informações e ficar a conhecer os seus serviços. Para um freelancer, a timidez natural tem de ficar de lado; um trabalhador independente tem de ser o seu próprio vendedor e o networking cria a situação ideal para fazer essa venda e posicionar-se no mercado.

 

Eventos de especialidade e grupos de contacto para o efeito são duas das melhores formas de começar no networking e abrir portas a novas conexões e novos projetos.

 

3. Aposte em marketing digital

 

O marketing digital, ao contrário da publicidade nos meios de comunicação mais tradicionais, é uma forma mais eficiente e low-cost de promover os seus serviços e está disponível não só para empresas, mas também para qualquer pessoa individual que procure divulgação.

 

Para começar, existem canais de comunicação completamente gratuitos para criar presença online e partilhar os seus serviços. Os mais conhecidos são, sem dúvida, as redes sociais; neste caso, o LinkedIn é a plataforma que faz mais sentido como foco para procurar novos clientes, visto que é uma rede orientada para profissionais e tem, inclusivamente, uma funcionalidade específica para colocar que está à disposição para prestar serviços. No entanto, não descure redes menos formais como o Facebook e o Instagram, que ainda assim podem abrir portas a novos clientes com uma presença bem trabalhada.

 

Para quem já pretende investir algum dinheiro na publicidade dos seus serviços, existem plataformas de anúncios, como o Google Ads, o Meta Ads (do Facebook, Instagram e WhatsApp) e o LinkedIn Ads, que permitem aumentar ainda mais o seu alcance e chegar diretamente aos clientes na altura em que mais precisam dos seus serviços.

 

4. Trabalhe a sua marca pessoal

 

Tal como as empresas têm marcas que permitem distinguir e diferenciar os seus bens e serviços, um freelancer pode e deve criar uma marca em torno do seu trabalho.

 

Uma marca pessoal é a forma como apresenta e posiciona o seu trabalho perante o exterior e, como tal, é uma ferramenta essencial para um trabalhador independente que conta apenas com o seu esforço para alcançar o sucesso.

 

A sua marca pessoal é constituída por todos os seus canais de comunicação, incluindo o já referido marketing digital, e deve comunicar não só aquilo que faz, mas também como o faz – a sua identidade, os seus valores e as suas diferenças e pontos fortes face ao resto do mercado.

 

Da mesma forma que uma marca empresarial, deve ser bem trabalhada e deve ter em atenção tudo o que comunica publicamente para assegurar que é consistente e transparece a mensagem que realmente quer passar a potenciais clientes.

 

5. Prepare o seu portefólio

 

Para conseguir novos projetos, nada fala mais alto do que o trabalho, pelo que deve ter em atenção a preparação do seu portefólio para apresentar a potenciais clientes – isto é o que mostra a qualidade do que faz e justifica não só a razão pela qual é a escolha certa, como também lhe dá poder negocial para estabelecer um valor que compense o seu trabalho.

 

No caso de estar agora mesmo a começar uma carreira freelance, não terá ainda um portefólio de projetos independentes; como tal, terá de contar com projetos passados, feitos em prol de outrem, para mostrar aquilo que vale.

 

Nestes casos, por muito que queira vender a todo o custo, o mais importante é transparecer honestidade e ser fiel à verdade – não vale a pena assumir crédito a mais por sucessos passados se, eventualmente, o cliente irá passar-lhe responsabilidades às quais poderá não conseguir corresponder, o que significará a perda do cliente e, pior, um ex-cliente insatisfeito que, em vez de passar recomendações, vai fazer o oposto.

 

À medida que consegue projetos freelance, mantenha o hábito de atualizar regularmente o seu portefólio (o qual pode disponibilizar online numa página para o efeito ou no seu próprio website pessoal), já que é a ferramenta pela qual conseguirá conquistar ainda mais clientes no futuro.

 

6. Contacte diretamente potenciais clientes

 

Por fim, para além de todas as outras estratégias já referidas, sobra sempre a mais tradicional e aparentemente a mais simples: fazer um contacto direto com potenciais clientes para apresentar os seus serviços e mais-valias.

 

Fazer o chamado “cold calling” – uma tentativa de venda direta sem contacto prévio – pode, por vezes, ainda funcionar, mas a melhor estratégia é fazer um primeiro contacto mais introdutório, para estabelecer a relação, para depois fazer uma ligação mais natural para a proposta dos serviços.

 

Para além disso, procure distinguir o seu primeiro contacto da concorrência. Não será certamente a única pessoa a tentar vender serviços semelhantes ao seu, pelo que é importante marcar a diferença logo à partida e chamar de imediato a atenção.

 

Alcance o sucesso enquanto freelancer com o Cegid Jasmin

 

Seja para trabalhadores independentes ou para empresas de todas as dimensões, é importante contar com um software de gestão que ajude na gestão não só desses importantes primeiros projetos, como também das mais variadas funções e obrigações que é necessário ter em dia.

 

Para tal existe o Cegid Jasmin, um software de gestão adaptado a todo o tipo de negócios que permite facilitar o dia-a-dia e garantir uma gestão integrada de todas as vertentes do negócio, como a faturação, o controlo das despesas, o acompanhamento das contas correntes e da tesouraria e muito mais – a gestão das quais é vital para qualquer freelancer ou empreendedor.

 

As boas notícias para quem está agora a começar é que o Cegid Jasmin é gratuito para testar até aos primeiros 30.000 euros de faturação, pelo que pode experimentar agora o Cegid Jasmin e ter o melhor apoio possível na gestão do seu projeto.

O que é o ficheiro SAF-T?

ficheiro SAF-T é parte integrante dos processos de faturação de qualquer empresa.  Mas, será que sabe tudo sobre este documento e quais as obrigações que dele advêm?

 

Nós explicamos!

 

O que é o SAF-T?

 

Qualquer empresa que realize transações comerciais é obrigada a comunicar a sua faturação mensal à Autoridade Tributária. Na versão portuguesa, o SAF-T (Standard Audit File for Tax Purposes – Portugal Version) define-se como um ficheiro predefinido em linguagem XML e tem como objetivo reunir toda a informação fiscal e contabilística de uma empresa durante um determinado período de tempo. 

 

Faturas, faturas simplificadas, faturas-recibo, notas de crédito e notas de débito são os documentos que integram o ficheiro SAF-T, cuja comunicação deve ser feita através do portal das finanças. 

 

Estes ficheiros são utilizados para comunicar a faturação mensal à Autoridade Tributária. Embora estes ficheiros tenham mais informação que a exigida, existe o compromisso de reter apenas os dados necessários.

 

Sabia que existem dois tipos de SAF-T?

 

SAF-T de Contabilidade

 

  • Este é um ficheiro completo que pode ser exportado por software de faturação e que deve ser enviado sempre que seja exigido pelos serviços de Inspeção Tributária e Aduaneira. Serve para a realização de auditorias.

 

SAF-T de Faturação

 

  • Pode ser também exportado por software de faturação. No entanto, é considerado um ficheiro mais simples. Deve ser enviado mensalmente à Autoridade Tributária e Aduaneira e serve para analisar a faturação mensal das empresas.

 

Comunicação do ficheiro obrigatória

 

Desde 2008, a comunicação deste ficheiro à Autoridade Tributária passou a ser obrigatória. Isto porque, além de facilitar as inspeções e auditorias feitas às empresas, ajuda também a combater a fraude fiscal.

 

Como tal, o documento deve conter todas as informações fiscais relativas à empresa, clientes, produtos e serviços comercializados e faturação mensal.

 

Em 2022, foi proposta, pelo Governo no Orçamento de Estado, a mudança da data limite da entrega deste ficheiro para o dia 5 do mês seguinte.

 

Simultaneamente, foi proposto o adiamento do envio anual do ficheiro para 2024, relativamente aos rendimentos de 2023. Através do envio deste ficheiro SAF-T, a Autoridade Tributária passa a pré-preencher vários campos da Informação Empresarial Simplificada (IES).

 

O Jasmin, o nosso software de gestão cloud, pode ser uma mais-valia na hora de exportar o ficheiro SAF-T e comunicá-lo à Autoridade Tributária e Aduaneira de uma forma mais simples e intuitiva. Como? Para começar, basta configurar o tipo de comunicação como SAF-T, criar o documento financeiro (uma fatura, uma nota de crédito, etc.), criar a declaração legal com os documentos a comunicar e, finalmente, extrair o ficheiro SAF-T e importá-lo no site da AT.

 

Se ainda não é utilizador Jasmin, experimente já. É grátis!

 

6 passos para abrir atividade como trabalhador independente no Portal das Finanças

Se o seu sonho é abrir o seu próprio negócio e pretende começar a traçar o caminho, o primeiro passo a tomar, a partir do momento em que decide do que vai tratar esse negócio, é abrir atividade junto da Autoridade Tributária. Isto aplica-se quer pretenda abrir uma empresa, quer pretenda começar a exercer como trabalhador independente.

 

No caso de uma empresa (pessoa coletiva), provavelmente precisará de recorrer ao seu contabilista certificado para entregar a declaração de início de atividade; para abrir atividade como trabalhador independente, pode fazê-lo por si próprio. Saiba neste artigo como.

 

Porque é necessário abrir atividade?

 

Qualquer pessoa ou entidade tem de pagar impostos e contribuições, disso não há dúvida. Ora, abrir atividade é o que vai permitir à Autoridade Tributária perceber que a sua atividade como trabalhador independente existe. É a abertura de atividade que faz com que possa:

  • começar a declarar os rendimentos provenientes do trabalho independente;
  • definir como serão tributados os seus rendimentos, dentro das opções previstas na legislação;
  • faturar aos seus clientes;
  • cumprir as suas obrigações fiscais e, por outro lado, usufruir de algumas isenções ou benefícios fiscais;
  • fazer as suas contribuições para a Segurança Social e ter acesso à proteção por ela providenciada (por exemplo, subsídio de desemprego ou de parentalidade).

 

Quando e onde se deve abrir atividade?

 

Conforme explicitado no do artigo 31.º, n.º 1, do Código do IVA (CIVA), a declaração de início de atividade deve ser entregue antes de começar a exercer a atividade. No limite, pode abrir atividade no próprio dia que indicar como o do início da sua atividade por conta própria.

 

Pode abrir atividade presencialmente, numa repartição de Finanças, entregando a respetiva declaração de início de atividade em mão, ou pode fazê-lo de forma mais prática, online, no Portal das Finanças.

 

O que é necessário para abrir atividade no Portal das Finanças?

 

Para abrir a sua atividade como trabalhador independente no Portal das Finanças, necessitará do seguinte:

  • ter um número de contribuinte (NIF) português;
  • ter uma senha de acesso ao Portal das Finanças ou um leitor de cartão de cidadão ou ainda uma chave móvel digital;
  • saber qual será o seu código CAE (Classificação Portuguesa de Atividades Económicas).

 

Passos para abrir atividade no Portal das Finanças

 

1. Entre no Portal das Finanças e abra a declaração de início de atividade

 

 Tendo a sua senha de acesso, o leitor de cartão de cidadão ou a chave móvel digital consigo, o primeiro passo é autenticar-se no Portal das Finanças. Depois, para encontrar a declaração de início de atividade, terá de seguir os seguintes passos:

  • no menu lateral esquerdo selecionar “Todos os Serviços”;
  • procurar a secção “Início de Atividade”;
  • clicar em “Entregar declaração”;
  • abrirá uma nova página, onde deverá começar a preencher a declaração.

 

Existirão dados, como, por exemplo, a morada, que já se encontram registados no Portal das Finanças e que deverá apenas confirmar.

 

2. Defina quantas faturas pretenderá emitir e a data de início da atividade

 

Após a morada fiscal, ser-lhe-á pedido para indicar quantas faturas ou faturas-recibo prevê emitir no decorrer da sua atividade (apenas uma ou mais do que uma) e em que data vai iniciar o exercício da sua atividade – lembre-se de que deverá iniciar após abrir atividade.

 

3. Defina qual será a sua atividade

 

O passo seguinte será indicar qual será a sua atividade ou atividades, o que é feito mediante a indicação de um ou mais códigos CAE ou CIRS.

 

O código CAE é um código numérico que identifica cada uma das atividades que será desenvolvida pelo seu negócio, devendo escolher tantos quanto os aplicáveis, num máximo de 20 (um o principal e os restantes os secundários). Já os CIRS, códigos da tabela de atividades prevista no artigo 151º do Código do IRS (CIRS), destinam-se a ser usados por trabalhadores independentes que prossigam aquelas atividades de prestação de serviços num máximo de cinco CIRS, um principal e quatro secundários.

 

Se pretender ter atividades constantes da referida lista e outras que não se enquadrem nos códigos CIRS, pode selecionar códigos CAE e CIRS em simultâneo, tendo sempre o cuidado de escolher um para principal.

 

4. Indique o volume de negócios previsto até ao fim do ano

 

O volume de negócios anual é o que irá definir o enquadramento ou não na isenção de IVA prevista no artigo 53.º do Código do IVA (CIVA), bem como a sujeição ou não à obrigatoriedade de fazer retenções na fonte.

 

Ao abrir atividade terá de indicar o volume de negócios proveniente das vendas e prestações de serviços previsto entre o mês de abertura de atividade e dezembro do mesmo ano.

 

5. Defina o seu enquadramento em IVA

 

Como referido, com base no seu volume de negócios, poderá ou não ficar enquadrado no regime de isenção de IVA previsto no artigo 53.º do CIVA. Regra geral, é possível enquadrar-se quando o volume de negócios do ano anterior não ultrapasse o limite de 13.500 euros (em vigor em 2023; em 2024, será de 14.500 euros e, a partir de 2025, de 15.000 euros).

 

No ano em que abre atividade, contudo, é tido em conta para este limite o volume de faturação previsto para o próprio ano, o que significa que o valor que indicou no passo anterior terá de ser anualizado, correspondendo ao seguinte:

 

Volume de negócios previsto até ao fim do ano / n.º de meses entre o de abertura e o fim do ano x 12 meses

 

Se for inferior ao valor estabelecido, ficará isento de faturar IVA aos seus clientes, não podendo também deduzir o IVA suportado nos seus gastos, a não ser que opte por se enquadrar no regime normal. Neste caso, terá de se manter nele durante 5 anos.

 

Caso se enquadre no regime normal de IVA, será assumida por defeito a entrega da declaração periódica (e o pagamento do respetivo imposto) trimestralmente, mas poderá optar pela entrega e pagamento mensal, tendo de se manter nesta modalidade por 3 anos.

 

6. Mantenha o regime simplificado ou opte pela contabilidade organizada

 

Ao abrir atividade, ficará automaticamente sujeito ao regime simplificado de tributação, sendo que, em certos casos, pode optar pelo de contabilidade organizada.

 

Na tributação pelo regime simplificado, o lucro tributável é apurado através da aplicação das percentagens fixas explicitadas no artigo 31.º do CIRS, assumindo-se que uma parte fixa das vendas corresponde a despesas e fica isenta de imposto. Este regime só é possível quando o montante ilíquido de rendimentos no ano anterior é inferior a 200 mil euros. No ano de início de atividade, é tido em conta o montante estimado para os rendimentos nesse ano.

 

No regime de contabilidade organizada, terá de ter um contabilista certificado e a tributação é feita tendo em conta todos os rendimentos e todas as despesas provadas documentalmente. É obrigatório para volumes de faturação anuais superiores a 200 mil euros.

 

Depois de abrir atividade, faça uma gestão eficiente com o Cegid Jasmin 

 

Abrir uma atividade não implica só a responsabilidade de vender, como também a de a tornar rentável e, para isso, é necessário gerir todas as suas facetas. Neste campo, pode contar com a ajuda do Cegid Jasmin, um software de gestão adequado às suas necessidades diárias.

 

O Cegid Jasmin permite-lhe não só emitir as suas faturas e enviá-las diretamente aos seus clientes, como oferece meios de pagamentos online para que possa receber imediatamente. A gestão de stocks fica assegurada, bem como pode contar com uma gestão centralizada de todos os seus pontos de venda (POS), além de ter um fácil controlo de resultados.

 

Melhor mesmo é ver com os seus próprios olhos, em ambiente real. Pode experimentar o Cegid Jasmin gratuitamente durante os primeiros 30.000 euros de faturação e alavancar o seu negócio desde o primeiro dia!

10 ideias de negócio na área da tecnologia para implementar agora

Se está a pensar começar um negócio de sucesso que envolva tecnologia, certamente já procurou ideias de negócio online. Mas não desespere mais! Neste artigo temos 10 sugestões para si.

 

Por onde começar?

 

Basta pensar que as empresas mais bem sucedidas do mundo são aquelas que partiram de ideias de negócio tecnológicas – a Apple, Google, Microsoft, Samsung, etc – para perceber que é uma excelente opção começar um negócio que envolva tecnologia.

 

O que falta é a ideia. Essa é a semente do empreendedorismo. A questão mais pertinente que se coloca é: como ter, planear e implementar uma ideia de negócio inovadora, disruptiva e lucrativa? A resposta está na tecnologia. Mas o que é um negócio tecnológico?

 

Negócios tecnológicos: o que são?

 

Os negócios tecnológicos envolvem o fornecimento de produtos e serviços que têm aplicações em vários setores. A sua essência baseia-se na pesquisa, desenvolvimento e distribuição de produtos baseados em tecnologia. Isso inclui empresas que fabricam produtos eletrónicos (como a Apple), empresas que criam software (como o Jasmin), ou empresas que fornecem serviços relacionados à tecnologia da informação (como o Google) e muito mais.

 

10 ideias de negócio na área da tecnologia

 

1.      Food tech

Food Tech — é a fusão das palavras comida e tecnologia — envolve negócios que utilizam tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT), big data ou Inteligência Artificial (IA), para transformar a indústria agroalimentar num setor moderno, sustentável e eficiente em todas as suas etapas – desde o preparo dos alimentos até à sua distribuição e consumo.

 

Esses projetos podem envolver soluções para combater o impacto do crescimento populacional e as suas repercussões na segurança alimentar, a digitalização da sociedade, os efeitos das mudanças climáticas, a falta de recursos naturais, o desperdício de alimentos ou o impacto ambiental da produção de alimentos.

 

2.      Web design

Uma das ideias de negócio que nunca vai passar de moda é o web design. E isso acontece, porque a maioria dos negócios precisa de um website profissional e bem estruturado que assegure a boa imagem e reputação da empresa, sempre de acordo com o brand.

Web design, na verdade, engloba uma grande variedade de necessidades: design gráfico, interface design, copywriting, UX design e SEO.

 

3.      Robotics

Robótica é um termo genérico que engloba engenharia mecânica, engenharia eletrónica, engenharia da informação, ciência da computação e outras disciplinas relacionadas. O objetivo da robótica é criar máquinas que possam agir e reagir a estímulos sensoriais.

 

4.      Content automation 

Com o conteúdo e as redes sociais a conquistarem a sua posição nos planos de marketing de muitas empresas, o software de automação de conteúdo pode ser uma grande oportunidade para empreendedores no mundo da tecnologia.

 

5.      Podcasting

Se tem estado a prestar atenção às inovações na área do conteúdo nos últimos anos, provavelmente está ciente da popularidade explosiva dos podcasts.

 

Cada vez mais pessoas consomem conteúdo em movimento – e os audiobooks e podcasts estão na vanguarda disso.

 

6.      E-commerce

O e-commerce é outra das ideias de negócio que já existe há algum tempo, mas ainda tem potencial de crescimento, especialmente agora que os hábitos de compras estão assentes no online.

 

Se tem uma ideia para uma loja de comércio online, pode começar já no conforto da sua casa. E se não tem ideias de novos produtos, não se preocupe: o dropshipping, por exemplo, permite que iniciar um negócio com produtos pelos quais não é responsável pelo armazenamento ou envio.

 

7.      Publicação de e-books

Um e-book é um livro disponibilizado em formato digital. Se está confortável na área dos conteúdos, há um mercado crescente para livros publicados online. As empresas estão, cada vez mais, a criar e-books como forma de comercializar a sua marca e aspirantes a autores de ficção e não-ficção publicam e-books como forma de alcançar mais clientes e aumentar o número de leitores.

 

8.      Online teaching

É fluente em alguma língua estrangeira? Tem um talento nato para os números? É expert na cozinha? Então fique a saber que pode ganhar dinheiro ao partilhar o seu conhecimento e experiência online. Já existem serviços online nos quais é possível criar as suas próprias aulas online, vendê-las aos alunos e ensinar toda a aula online.

 

9.      Search Engine optimization consultant

O Google ainda é uma parte essencial das estratégias de marketing de muitas empresas. É por isso que entra nas nossas ideias de negócio para implementar ainda em 2022. Hoje, é essencial aparecer nos principais resultados na pesquisa do Google para palavras-chave relacionadas ao negócio. Isto significa que estas empresas precisam de alguém especializado em otimização de mecanismos de pesquisa, ou SEO.

 

Algumas empresas contratam pessoas especializadas em SEO, mas muitas organizações também trabalham com freelancers ou agências terceirizadas para implementar uma estratégia de SEO.

 

10.  Social Media consultant

Se está totalmente à vontade com redes sociais, pode trabalhar com empresas para ajudá-las a gerar likes, partilhas, seguidores, comentários, cliques e muito mais como profissional de marketing de redes sociais. Nesta função, o objetivo é ajudar empresas a planear os seus conteúdos para redes sociais e a fazer a sua gestão para contribuir para a construção da marca.

 

Além disso, o custo inicial para ser um profissional de marketing de redes sociais é mínimo e pode ser feito no conforto da sua própria casa. Mas certifique-se de que está sempre atento às novas tendências e plataformas e não se esqueça de aprimorar suas habilidades em social media.

 

Implemente as suas ideias de negócio e comece com o pé direito

Embarcar numa grande aventura como a criação de um negócio poderá ser algo bastante desafiante, pelo que todas as ferramentas que ajudem a facilitar o percurso são bem-vindas. E é aqui que entra o Jasmin.

 

Independentemente da área do seu novo negócio, o Jasmin Software tem a solução certa para o seu mercado! Este software de gestão cloud e certificado, foi desenvolvido para pessoas ou pequenas empresas que pretendem trabalhar de forma autónoma e cumprir com todas as obrigações fiscais, mantendo os processos administrativos atualizados e seguros.

 

Ainda para mais, o Jasmin é completamente gratuito até atingir os 30.000 € de faturação, pelo que pode arrancar com o negócio sem esse custo acrescido e beneficiar das várias vantagens que fazem toda a diferença para atingir o sucesso!

 

Comece o seu negócio com o pé direito e experimente o Jasmin gratuitamente.

5 formas de evitar a devolução de artigos nas vendas online

Troca e devolução de artigos é uma realidade de praticamente todas as lojas online e, salvo raras exceções, não pode ser impedida, pois é um direito imposto por lei para todos os consumidores.

 

A verdade é que muitas vezes, a devolução de artigos acontece por estes chegarem aos clientes com os tamanhos errados, com defeitos ou simplesmente não correspondendo às suas expectativas, o que, em muitos casos, pode ser evitado.

 

O que diz a lei sobre a devolução de artigos?

 

Os contratos celebrados à distância e os contratos celebrados fora do estabelecimento comercial, considerando-se aqui “contratos” os de prestação de serviços e os de compra e venda, são regulados pelo Decreto-Lei n.º 24/2014, de 14 de fevereiro.

 

O direito de livre resolução desses contratos vem estabelecido no artigo 10.º, que define que, nos contratos de compra e venda, o consumidor tem o direito à devolução dos artigos, sem necessidade de indicar o motivo, no prazo de 14 dias seguidos a contar:

  • do dia em que o consumidor ou um terceiro por si indicado adquira a posse física dos bens;
  • do dia em que o consumidor ou um terceiro por si indicado adquira a posse física do último bem, no caso de vários bens pertencentes a uma única encomenda e entregues separadamente, ou do último lote ou elemento, aquando da entrega de um bem que consista em diversos lotes ou elementos;
  • do dia em que o consumidor ou um terceiro por si indicado adquira a posse física do primeiro bem, no caso dos contratos de entrega periódica de bens durante um determinado período.

 

Na resolução dentro do prazo, o cliente tem de ser reembolsado pelo total pago, excetuando os custos adicionais de entrega, quando este solicitar uma modalidade de entrega diferente e mais onerosa do que a proposta pelo fornecedor, e os de envio pelo próprio dos bens devolvidos, quando o fornecedor não faça a recolha, a não ser que não tenha sido previamente informado de que tem o dever de pagar os custos de devolução.

 

O vendedor tem o dever de informar o consumidor sobre o direito à devolução de artigos

 

Entre outras informações, estabelecidas no artigo 4.º do referido Decreto-Lei, que devem ser prestadas antes de o consumidor fazer uma compra à distância e que, normalmente, constam de uma página de Termos e Condições na loja online, relativamente às devoluções de artigos, o vendedor tem de informar o consumidor:

  • da existência do direito de livre resolução do contrato, o respetivo prazo e o procedimento para tal, que pode ser através do envio do modelo de livre resolução constante da parte B do Anexo ao Decreto-Lei ou através de qualquer outra declaração inequívoca de resolução do contrato;
  • se for o caso, de que este suporta os custos da devolução dos bens e o montante desses custos, se os bens não puderem ser devolvidos pelo correio normal.

 

5 formas para evitar a devolução de artigos nas suas vendas online

 

1. Faça descrições corretas e completas dos artigos

 

Numa venda online, é importante ter em conta que os seus clientes não podem analisar fisicamente os produtos, o que pode levar a uma interpretação diferente daquilo que estão a comprar e, consequentemente, à sua devolução.

 

Para tentar ao máximo evitar devoluções dos seus artigos, o primeiro passo é ter as descrições muito bem feitas, completas e com pouco espaço para dúvidas, incluindo as dimensões. No caso de lojas de roupa e calçado, este último pormenor é de extrema importância: tabelas de medidas e instruções para a correta medição são essenciais para que os seus clientes saibam que tamanhos comprar e não necessitem de comprar mais do que um tamanho para depois devolverem os excessos.

 

2. Produza imagens realistas e de qualidade

 

As imagens são a primeira apresentação dos seus produtos e é impossível ter uma plataforma de Ecommerce sem elas. Para prevenir devoluções, as imagens dos seus produtos devem ser chamativas, ter qualidade e representar bem o produto a nível de proporção, de cor e de detalhes. Muitas vezes, pode ser boa ideia colocar os produtos no contexto em que habitualmente são usados.

 

Além disso, sempre que possível, é importante que tenha várias imagens, de vários ângulos, ou até pequenos vídeos, seja a mostrar os artigos em 360º, seja a demonstrar a sua montagem ou utilização. No caso de lojas online de moda, por exemplo, pode até juntar fotografias em pessoas e fotografias só de produto.

 

3. Facilite o esclarecimento de dúvidas dos seus clientes

 

Cumprir todas as boas práticas de apresentação dos produtos é um grande passo para esclarecer os seus clientes e evitar devoluções, mas pode não ser suficiente para todos. Uma boa prática a implementar em lojas online é a existência de um meio de fácil acesso e rápida resposta para esclarecer as suas dúvidas, como um mecanismo de chat presente nas páginas, por exemplo. 

 

Além de ser uma forma de prevenir futuras devoluções, esta atenção acrescida melhora o nível do seu serviço e a sensação de proximidade com a marca de que uma boa gestão de clientes necessita.

 

4. Forneça prazos de entrega razoáveis

 

Por vezes, mesmo que o seu produto tenha tudo para corresponder às expectativas do consumidor, se chegar atrasado, isso pode não chegar e resultar daí uma devolução.

 

Por um lado, é importante que tenha uma organização interna que permita enviar as encomendas num prazo breve – desde a gestão de stocks, aos processos de faturação, embalagem e expedição –, bem como um parceiro de logística e distribuição credível e com prazos curtos.

 

Por outro lado, é importante que dê aos seus clientes prazos de entrega realistas e de acordo com as suas possibilidades, de modo a que estes saibam com o que contar e não tenham a necessidade de devolver depois.

 

5. Invista em embalagens adequadas aos produtos

 

Depois das encomendas saírem do seu armazém, tem de ter em conta que qualquer coisa pode acontecer com o transporte e nenhum cliente vai querer ficar com um produto danificado. Por muito que possa imputar responsabilidades à transportadora, o cliente não ficará satisfeito e poderá ter de lidar com uma devolução.

 

Para prevenir, deve optar por ter embalagens à medida dos seus artigos e que os protejam convenientemente de choques, sujidade e humidade, devendo aumentar os seus cuidados conforme aumenta a fragilidade.

 

Controle as suas vendas e devoluções em tempo real

 

As devoluções são sempre algo que pode consumir tempo e dinheiro, mas esse transtorno pode ser minimizado com as ferramentas certas. Para uma boa gestão de todas as tarefas administrativas e logísticas, pode contar com o Jasmin.

 

Um software de gestão certificado na cloud, o Jasmin não só lhe permite faturar, gerir compras, stocks, contas correntes, tesouraria e resultados, como lhe oferece integrações com várias plataformas de Ecommerce.

 

Com o Jasmin, de forma centralizada e em tempo real, pode integrar as encomendas da sua loja online e Marketplaces e faturar automaticamente, gerir e atualizar o portefólio de artigos, preços e promoções das várias plataformas num backoffice único, controlar as encomendas e as devoluções e, assim, fazer a gestão dos inventários por canal de venda muito facilmente.

 

Veja como pode fazer crescer o seu negócio online e experimente o Jasmin gratuitamente e sem compromisso!