SAF-T de contabilidade e as novas regras da IES

A Portaria 31/2019, de 24 de janeiro, veio redefinir os termos da submissão do ficheiro SAF-T de contabilidade bem como da entrega da Informação Empresarial Simplificada – já disse “sim” à IES? Conheça as alterações que entraram em vigor no mês anterior.

 

SAF-T de contabilidade e IES: as alterações

Depois do Orçamento de Estado para 2019 (OE2019) introduzir alterações na entrega do ficheiro SAF-T de faturação, agora foi a altura do SAF-T de contabilidade e ainda da IES.

Conhece as diferenças entre os dois tipos de ficheiro SAF-T?

 

Novos prazos

Segundo a portaria 32/2019 de 24 de janeiro o SAF-T de contabilidade passará a ser comunicado até ao último dia (útil ou não útil) do 4º mês, após o final do período de tributação. Caso o período tributário coincida com o ano civil – situação mais comum – esta data é, então, 30 de abril. Os destinatários desta medida são empresas com contabilidade organizada, empresários em nome individual obrigados à submissão dos Anexos A e I da IES e contabilistas certificados.

Uma exceção a estes prazos são as entidades que, nos termos definidos no Código das Sociedades Comerciais, estejam obrigadas à aprovação das contas do exercício até 31 de maio. Estas deverão submeter o SAF-T de contabilidade até dia 15 de junho, útil ou não útil, do ano seguinte ao que respeitam os dados contabilísticos.

No entanto, estas alterações são apenas para o ano de 2019 e seguintes. Assim, o SAF-T de contabilidade relativo a 2019 deve ser comunicado até dia 30 de abril de 2020, no caso de empresas cujo ano contabilístico coincida com o ano civil. Durante 2019, a entrega do SAF-T de contabilidade relativo a 2018 mantém os prazos: a partir de dia 1 de agosto e até fim desse mês.

O SAF-T de contabilidade deve ainda ser submetido antes da entrega da IES, permitindo assim que esta fique pré-preenchida. Como? Os Anexos A e I da IES ficarão com vários campos pré-preenchidos, sendo simplificada a entrega.

Novos anexos na IES

Além do preenchimento automático dos Anexos A e I da IES, com a nova portaria 32/2019 de 24 de janeiro, foi também aprovado o novo modelo de impresso do Anexo R. Neste novo modelo estarão incluídos novos campos para reporte de informação estatística necessária ao cadastro comercial da Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE).

Também esta alteração só será aplicável aos períodos de 2019 e seguintes. Para as declarações de 2018 ou anos anteriores, mantém-se o modelo de impresso anterior – aprovado pela portaria 64-A/2011 de 3 de fevereiro.

 

Exceções à regra

No caso de empresas que cessem atividade, estas deverão comunicar à Autoridade Tributária os dados extraídos do SAF-T de contabilidade até 60 dias após a cessação de atividade, a partir de 2020. Em 2019, por se tratar do primeiro ano de aplicação das medidas, o SAF-T de contabilidade deve ser enviado apenas a partir do dia 1 de agosto.

Quanto à entrega da IES para empresas que cessem atividade, o prazo é de 90 dias após o fecho da empresa, bem como para o modelo 22 – declaração de IRC. Este prazo foi alargado de 30 para os atuais 90 dias no OE2019.

 

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Indústria 4.0: o que é e o que está a fazer pelas empresas?

Até os menos versados em assuntos de tecnologia já devem, em determinado momento, ter tropeçado no conceito Indústria 4.0 ou então num outro equivalente, a quarta revolução industrial, que por estes dias andam na boca do mundo.

E também é provável que a expressão “revolução industrial”, lembre mais facilmente as aulas de História do ensino básico, do que propriamente um tema muito hi-tech. Mas a verdade é que, a Indústria 4.0, é um bocado de ambos: uma revolução tecnológica que promete transformar profundamente a forma como vivemos e trabalhamos, a uma escala e velocidade nunca antes vistas.

Talvez por isso valha a pena percebermos que era é esta em que as fronteiras entre mundo físico e digital se estão definitivamente a dissipar e por que é tão diferente de todas as outras que a antecederam.

Como chegamos até à quarta revolução industrial?

A quarta revolução industrial, mais conhecida por Indústria 4.0, foi precedida de três outras grandes revoluções.

O surgimento da máquina a vapor nos finais do século XVIII, marcou o início da primeira, que tornou possível a mecanização dos métodos de produção, com profundas alterações no tecido social e económico da época.

A segunda, por volta de 1850, trouxe a energia elétrica e consigo a invenção da linha de montagem e da produção em massa. Já em meados do século XX, com a chegada do computador, das tecnologias de informação e mais tarde da internet, assistimos à automatização da produção e ao início da terceira revolução, mais conhecida por revolução digital.

Porém, ao contrário das que lhe precederam, a quarta revolução industrial resulta da convergência de tecnologias já existentes e não do surgimento de uma nova. É a forma como essas tecnologias interagem em diferentes domínios, a velocidade exponencial a que evoluem, e a dimensão do impacto que geram na sociedade, empresas e indústrias, que distingue esta nova era de tudo aquilo que a humanidade já tenha vivido antes.

Que tecnologias estão a impulsionar a Indústria 4.0?

Se a Indústria 4.0 não resulta apenas de uma tecnologia, mas da combinação de várias, a melhor forma de a compreendermos é olhando para o conjunto de inovações que a estão a impulsionar. Entre estas incluem-se:

 

  • Inteligência artificial e o machine learning: a inteligência artificial (IA) refere-se à ciência que trata de mimetizar as capacidades humanas, enquanto que o machine learning é um ramo específico da IA que treina os sistemas a aprenderem. Em conjunto permitem o reconhecimento de padrões complexos, o processamento de informação e a possibilidade de retirar conclusões ou fazer recomendações com base em grandes quantidades de dados.
  • Robótica: refere-se à conceção e utilização de robôs para uso pessoal ou industrial. A evolução tecnológica tem tornado os robôs cada vez mais complexos e sofisticados, mas ao mesmo tempo mais baratos e acessíveis a empresas de todos os tamanhos. Hoje são já utilizados em áreas tão variadas quanto a indústria, a logística, o retalho ou a saúde. Na Amazon, milhares de robôs Kiva gerem todos os dias as operações logísticas, o que permitiu à gigante do retalho aumentar em 50% a capacidade dos seus armazéns e obter ganhos de eficiência operacional na ordem dos 20%.
  • Internet das coisas (IoT, na sigla inglesa) e a nuvem: estes são dois elementos fundamentais da Indústria 4.0, uma vez que permitem não só que os vários dispositivos— desde smartphones a eletrodomésticos ou máquinas industriais— estejam conectados e comuniquem entre si, mas também que a informação seja armazenada de forma acessível e segura.
  • Tecnologias imersivas: a realidade virtual proporciona uma experiência imersiva mais completa criando uma simulação do mundo real, ao passo que a realidade aumentada sobrepõe elementos digitais ao mundo físico. Alguns exemplos da aplicação destas tecnologias incluem a utilização de realidade virtual no treino de astronautas da NASA ou a aplicação para telemóvel da IKEA que, com recurso à realidade aumentada, permite aos utilizadores ver como a mobília vai ficar nas suas casas mesmo antes de a comprarem.
  • Impressão 3D: permite a criação de objetos físicos tridimensionais a partir de ficheiros digitais. Inicialmente era utilizada sobretudo para a conceção de protótipos, mas hoje já é possível produzir bens de consumo ou para uso industrial, recorrendo inteiramente à impressão 3D, como, por exemplo, peças para equipamentos fabris ou próteses. Esta tecnologia permite não só a redução de custos e uma maior rapidez quando comparada com os métodos tradicionais de produção, mas também a criação de modelos completamente customizados.

O que a Indústria 4.0 significa para os negócios

Quando bem implementadas, as tecnologias da Indústria 4.0 podem trazer vários benefícios a um negócio, entre os quais destacamos:

Constante monitorização dos processos

Graças à internet das coisas, fabricantes, retalhistas e prestadores de serviços podem agora recolher dados dos consumidores a partir dos seus dispositivos “constantemente ligados”. Reunindo e interligando dados de diversas fontes (do email e redes sociais, ao CRM) as empresas conseguem avaliar de forma mais eficaz a utilização que os consumidores fazem dos seus produtos e serviços e estruturar as suas campanhas de marketing em função disso.

Na indústria, a aplicação de sensores nas várias etapas de produção, possibilita um fluxo de informação constante acerca das operações em curso. Isto permite aos gestores monitorizar os níveis de produção e performance, bem como tomar decisões fundamentadas e em tempo real. Já na agricultura, a colocação de sensores no solo ajuda, por exemplo, a determinar qual o momento ideal para a fertilização.

Maior produtividade e redução de custos

A utilização de sensores na indústria permite levar a cabo uma manutenção preditiva, prevenindo a ocorrência de falhas ou avarias. Isto não só evita paragens indesejadas na produção como aumenta a produtividade das empresas e diminui os custos. Além disso, a utilização de máquinas inteligentes que vão “aprendendo” com os dados, promove um uso mais eficiente dos recursos energéticos e das matérias-primas, elimina erros e falhas na composição dos artigos, reduz o desperdício e diminui os prazos de produção.

A implementação de sistemas e ferramentas dotados de inteligência artificial, nas mais diversas áreas de negócio, permite ainda automatizar tarefas demoradas e repetitivas, libertando os colaboradores para se dedicarem a funções de maior valor agregado. Desta forma o trabalho das equipas torna-se mais ágil e a produtividade das empresas aumenta.

Otimização da experiência do consumidor

Poder recolher dados sobre quase tudo (e todos) é um dos elementos cruciais da Indústria 4.0. Numa fábrica, através de sistemas avançados de machine learning e analytics é possível utilizar a informação produzida em tempo real para prever a procura, ajustar a produção, se for caso disso, e assegurar níveis de inventário ideais para satisfazer todas as encomendas, sem atrasos para os clientes.

Também os retalhistas podem recorrer a modelos análise preditiva para prever os comportamentos dos consumidores, adequar as suas mensagens e ofertas, planear as suas vendas com antecedência e ajustar os preços em função da procura e da concorrência.

Para o consumidor, a Indústria 4.0 significa mais escolhas, melhores produtos e serviços, bem como experiências superiores, que possam ir ao encontro das suas crescentes expectativas.

Jasmin: entre com o pé direito na era da Indústria 4.0

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PSD2: o futuro dos pagamentos com esta diretiva europeia

Se costuma fazer compras pela internet, certamente que já pensou: mas por que é que não há uma forma mais simples de fazer o pagamento, sem ter de fazer uma transferência bancária ou colocar os dados do cartão de crédito?

Então saiba que a partir de Setembro deste ano as coisas vão mudar, assim que a diretiva comunitária que regula os pagamentos, conhecida por PSD2, se tornar finalmente uma realidade em Portugal.

Além de pagamentos online mais fáceis e imediatos, a nova diretiva vai permitir que outros operadores, que não os bancos, possam desenvolver novos serviços financeiros mais cómodos e eficientes.

Em que consiste a diretiva PSD2?

A Payment Services Directive 2 (PSD2) é uma diretiva da União Europeia, que vem contribuir para a criação de um mercado único de serviços de pagamento na Europa.

Em Portugal, a PSD2 já deveria ter entrado em vigor há mais de um ano, mas apenas foi transposta para a lei nacional em Novembro de 2018. E só a partir de Setembro deste ano começará a ter efeitos práticos.

Esta diretiva cria as condições para que qualquer cliente (particular ou empresa), possa autorizar o seu banco a dar acesso à informação das suas contas de pagamento a outros prestadores de serviços devidamente autorizados pelos reguladores nacionais – Third Party Provider (TPP).

Por outras palavras, estes prestadores de serviços podem passar a realizar operações e ações sobre as contas do cliente como, por exemplo, iniciar um pagamento em seu nome. Para isso basta que este dê o seu consentimento expresso.

A PSD2 introduz uma verdadeira revolução no sistema de pagamentos. Com a nova legislação, os bancos perdem o monopólio do acesso às contas dos clientes, abrindo espaço a que outros players, como as fintech e as empresas tecnológicas, entrem neste mercado.

Via aberta para aplicação da PSD2

Para que os novos prestadores de serviços possam aceder às contas bancárias do cliente (muitas vezes junto de entidades diferentes), os bancos terão de disponibilizar uma API (Application Programming Interface). Esta tecnologia funciona como uma espécie de ponte que a conecta a outros sistemas de forma simples, segura e universal. Com esta via aberta, os operadores vão poder construir serviços financeiros em cima dos dados e infraestruturas das instituições bancárias.

Em Portugal, os maiores bancos confiaram a tarefa à SIBS, que está a desenvolver uma plataforma open banking para o efeito. Segundo a empresa, que também gere a rede Multibanco, a nova plataforma vai entrar em fase de testes já em Abril e deverá estar finalmente disponível em Setembro de 2019— permitindo assim que a aplicação da diretiva PSD2 possa ser posta em prática.

Através desta open banking API, as tecnológicas financeiras podem desenvolver novos serviços com informação agregada das contas de pagamento de várias instituições financeiras. A própria banca também vai poder potenciar serviços de valor acrescentado, como por exemplo a certificação de morada ou dados de identificação fiscal. Já os consumidores passam a beneficiar de uma maior oferta de serviços digitais inovadores, disponibilizados de forma mais cómoda e segura.

As vantagens que a PSD2 traz

Em termos práticos, a aplicação da diretiva europeia PSD2 traduz-se em benefícios para as empresas e consumidores, tais como:

 

  • Pagamentos rápidos e imediatos: os pagamentos online, que atualmente podem demorar um dia ou mais a ser debitados da conta do ordenante, passam a ser creditados em segundos na conta do fornecedor do produto ou serviço.
  • Integração com a loja online: a partir de agora será possível fazer pagamentos sem sair do site onde está a fazer compras, dispensando a realização de uma transferência ou o uso do cartão de crédito ou débito.
  • Novos métodos de pagamento: através da API, os prestadores de serviços podem criar formas de pagamento apoiadas em tecnologia inovadora, como por exemplo através da leitura da retina, impressão digital e comando de voz, ou pela aproximação do telemóvel, entre outras.
  • Reforço da segurança: utilização de métodos de autenticação mais fiáveis, nomeadamente em relação ao IBAN (que pode ser utilizado por outras pessoas), ou aos cartões de crédito (que podem ser clonados). A certificação obrigatória dos prestadores de serviços de pagamento conduz também a um menor risco de fraude para consumidores e comerciantes.
  • Maior concorrência: a par da rapidez, a PSD2 deverá impulsionar a concorrência entre os diferentes prestadores de serviços e com isso reduzir os custos para os clientes.
  • Agregação dos dados: a informação de cada cliente (particular ou empresa), existente num ou em vários bancos, passa a poder ser agregada numa única aplicação designada AIS—do inglês Account Information Service Provider. Assim, os clientes ficam com uma visão global da sua situação financeira, que também pode ser transferida a outra entidade para prestação de serviços de consultoria, por exemplo.

O que a PSD2 significa para prestadores de serviços e gestores

A nova legislação comunitária vem assim dar resposta à crescente digitalização da sociedade, abrindo novas possibilidades quer aos prestadores de serviços quer aos consumidores (empresas e particulares).

Para os prestadores de serviços:

Ao obrigar os bancos a terem uma API aberta, a PSD2 não só permite o surgimento de novos players, como dá a possibilidade aos que já estão no mercado de tirar proveito da oportunidade. Assim, as startups e tecnológicas a operar em Portugal podem passar a integrar os seus produtos com os dados bancários dos clientes, sempre mediante a sua autorização.

Para os gestores:

Isto significa que as ferramentas que já utiliza, quer sejam aplicações de gestão de despesas ou softwares de faturação e gestão, vão poder passar a dispor de novas funcionalidades, tornando-se mais completas, automatizadas e amigas dos gestores.

Imagine que tem a possibilidade de aceder em tempo real e através do seu software de gestão à informação de tesouraria da sua empresa, proceder à reconciliação bancária de forma automatizada, monitorizar os recebimentos ao minuto, ou até mesmo de iniciar uma operação de pagamento, por exemplo a fornecedores, de forma imediata. Em breve, com a regulamentação do open banking em Portugal, todas estas possibilidades podem finalmente passar a a ser uma realidade.

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Digitalização de processos: empresas mais rápidas e ágeis

O mundo está um lugar mais rápido. Os consumidores cada vez mais exigentes.

Hoje já ninguém espera pelo fim do mês para saber quanto vai gastar em gás e eletricidade. As pessoas querem poder aceder à sua conta de cliente e ver os consumos em tempo real. O mesmo com as compras online. Não basta a entrega ser rápida, tem de poder ser localizada a qualquer momento, caso o cliente queira saber do seu paradeiro. E quando alguma coisa corre mal, o consumidor espera que a empresa que prestou o serviço tenha os seus dados e informação atualizados, sem ter de responder ao mesmo conjunto de perguntas vezes repetidas.

Para conquistarem um lugar nesta arena competitiva, onde os clientes têm expectativas altas e os negócios são feitos à velocidade da luz, as pequenas e médias empresas têm de se adaptar. Ou, como diria Darwin se tivesse estudado gestão, arriscam-se a perder o comboio.

Por isso, a primeira coisa que devem fazer é avançar para a digitalização dos seus processos de negócio.

Digitalização (só) e digitalização de processos: quais as diferenças?

Quando falamos em digitalização, o mais óbvio (e imediato) é pensar-se em exterminar os documentos em papel. Afinal de contas, digitalizar significa converter informação analógica em zeros e uns, para que os computadores a possam armazenar, processar e transmitir. Esta é, porém, a primeira etapa do percurso e diz respeito apenas à digitalização da informação.

A digitalização de processos vai, no entanto, muito além da eliminação dos documentos em papel e passa por empregar tecnologias digitais para transformar as operações de um negócio.

Quando uma empresa aposta na digitalização de processos é todo o seu modo de funcionamento que se altera, desde o papel dos colaboradores, à forma como esta se relaciona com os seus clientes e fornecedores. E quando implementada corretamente, a digitalização pode impulsionar a produtividade das equipas, aumentar a agilidade e fluidez das operações, promover a redução de custos e conduzir a uma maior eficiência das empresas.

Como tirar partido da digitalização de processos

Imaginemos que o seu pequeno negócio opera no setor do retalho, em que é preciso comprar regularmente mercadoria a um fornecedor para depois vender ao cliente final por um preço mais alto. Entre outras coisas terá de calcular quanto gastou em compras e estimar um preço de venda para poder ter uma ideia exata de qual será o seu lucro no final do mês. Além disso, é necessário contabilizar os items que tem em stock e perceber se está a comprar nas quantidades certas, ou se pelo contrário terá de fazer ajustes.

A maneira “old school” de fazer as coisas seria, por exemplo, registar manualmente numa folha de Excel os seus custos com mercadoria e a data da compra, introduzir as vendas à medida que vão sendo efetuadas e dar baixa dos itens em stock. Depois podia aplicar uma fórmula para calcular a receita e fazer figas para que não lhe tivesse escapado nada.

Mas em 2019 deve haver uma forma melhor de o fazer, certo? Uma que lhe permita poupar o seu tempo precioso, ter a informação sempre disponível e atualizada e que ainda ajude a tomar as decisões certas e em tempo útil.

Com um software de gestão cloud, como o Jasmin, a digitalização destes processos não só é possível, como é também muito fácil de pôr em prática.

Por onde começar?

O Jasmin armazena a informação do seu negócio na cloud e disponibiliza-a de forma fácil e intuitiva, tornando todo o processo de gestão de compras, vendas e inventário muito mais ágil e fluído. Esta é sem dúvida, uma boa forma de começar a implementar a digitalização de processos no seu negócio.

Na altura de fazer uma encomenda ao fornecedor, o Jasmin analisa as necessidades de compra, tendo em conta as encomendas de clientes e existências em stock. Além disso, permite a integração com o inventário e atualiza automaticamente as entradas em stock.

Quando um cliente pede um orçamento e aceita o preço que lhe propôs, o Jasmin transforma facilmente os pedidos de cotação em encomendas e até lhe permite criar listas de preços por cliente. O preenchimento da fatura e a atualização do stock (neste caso a saída) também podem ser automatizados graças ao software.

O Jasmin disponibiliza-lhe ainda um conjunto de dashboards com análises estatísticas sobre as compras e vendas, previsão de resultados e margem de lucro, que o ajudam a tomar decisões sempre fundamentadas. Conhecer a rentabilidade do negócio e garantir uma boa saúde financeira da empresa, torna-se assim muito mais fácil, sem que para isso tenha de recorrer à velhinha folha de Excel.

 

Aposte no software de gestão certo

Utilizando um software de gestão cloud como o Jasmin, terá sempre informação precisa e acessível a qualquer hora e em qualquer lugar. Desta forma, não só o trabalho se torna mais ágil e fluído, como ganha tempo para se concentrar na satisfação dos seus clientes. Além disso, terá em permanência uma visão global do negócio, identificando os pontos fortes e aqueles que precisam de atenção, para que possa construir melhores estratégias e assim ganhar vantagem competitiva.

No exemplo acima, mostrámos-lhe como pôr em prática a digitalização e automatização de tarefas relativamente simples relacionadas com a gestão de compras, vendas e inventário. Mas lembre-se que é possível aplicar a digitalização a muitos outros processos e departamentos da sua empresa.

O Jasmin é uma ótima forma de começar e ainda por cima é grátis!  Experimente, vai ver que é muito fácil!

Software de gestão inteligente: o que podemos esperar no futuro?

Dos mainframes dos anos 60 (aqueles computadores que ocupavam uma sala inteira), à nuvem do século XXI, os softwares de gestão não têm parado de evoluir. Pelo caminho foram ganhando rapidez, adquiriram novas funcionalidades e tornaram-se mais user-friendly.

Com a crescente introdução de tecnologias como a inteligência artificial, o machine learning e o processamento de linguagem natural, a nova geração de softwares de gestão promete ser ainda mais inteligente. A tendência é para que estes sistemas deixem de ser meros processadores de informação, para se transformarem em verdadeiros assistentes de negócio, com a capacidade de produzir análises e insights poderosos que sirvam de suporte às decisões dos gestores.

Eis algumas das coisas que podemos esperar de um software de gestão inteligente no futuro próximo.

O fim da entrada manual de dados

Não é novidade nenhuma que os documentos em papel se vão evaporar, e ao que tudo indica a introdução manual de dados vai seguir o mesmo caminho. À medida que a automação, o machine learning e a inteligência artificial vão sendo integrados nos sistemas, a necessidade de intervenção humana, para um sem número de tarefas, tornar-se-á praticamente nula. 

Senão vejamos. No passado, para automatizar um processo era necessário um programador humano, muitas linhas de código e litros de café. Mas com a introdução de tecnologias como o RPA (Robotic Process Automation) as coisas estão rapidamente a mudar. Ao invés de mapear um processo passo-a-passo, as ferramentas de RPA, ou bots, funcionam antes como “mirones”. Observam, discretamente, as ações virtuais do utilizador (dos cliques no rato à inserção de dados), apreendem as regras do processo, e depois imitam exatamente aquilo que os humanos fizeram. Tarefas monótonas e repetitivas são candidatas ideais à automatização através desta tecnologia.

Vai um exemplo prático? Que tal o processamento de faturas?

As faturas dos fornecedores chegam em diferentes formatos: papel, documentos Word, ou ainda em PDF num anexo de e-mail. Até agora era necessário transferi-las manualmente para o sistema de faturação e de seguida verificar se não existiam discrepâncias.

Utilizando ferramentas de RPA, os bots do software de gestão inteligente conseguem detetar se há novas faturas a processar, extrair os dados relevantes de cada documento, registar essa informação no sistema e notificar o fornecedor por e-mail. Tudo de forma automática e sem que nenhum humano tenha de mexer uma palha.

A extração de dados das faturas é feita com recurso ao reconhecimento ótico de caracteres (OCR, na sigla inglesa) que permite a conversão de texto em dados eletrónicos. Um software de gestão inteligente, como é o caso do Jasmin, já utiliza esta tecnologia para criar despesas automaticamente através de uma simples fotografia da fatura.

 

Um turbinado de automação

A automatização de processos que o RPA possibilita é bastante útil, não só porque reduz o tempo despendido com o registo de dados, como diminui o número de erros a que os processos estão sujeitos. E quando juntamos tecnologias cognitivas como o machine learning à mistura, as coisas começam então a ficar realmente interessantes.

Um dos exemplos é a integração do email com o software de gestão utilizando inteligência artificial e o processamento de linguagem natural (PLN). Para os que estão menos familiarizados com o termo, o PLN é a utilização de algoritmos capazes de analisar e compreender a linguagem humana. 

No futuro, graças a este mix de tecnologia, um software de gestão inteligente será capaz de varrer a caixa de email do utilizador para recolher os vários pedidos de clientes ou fornecedores, analisar os detalhes de cada mensagem e compreender as ações a tomar em seguida.

Além de detetar a ação pretendida, o sistema pode ainda utilizar a análise de sentimentos (que determina o tom de um texto ou discurso) para decidir se aquele pedido deve ter prioridade em relação aos restantes. 

 

Análises e insights cada vez mais poderosos

Todas as empresas (independentemente do tamanho) geram dados. Muitos dados. O seu pequeno negócio também: dados sobre vendas, despesas, clientes, inventário, entre outros. Algures no meio dessa pilha de números estão as respostas que podem ajudar a desenvolver o negócio, mas a maioria de nós não sabe o que procurar nem sequer o que fazer com base nessa informação.

Esta é uma daquelas áreas em que o software de gestão inteligente fará jus ao nome, oferecendo aos gestores ferramentas de análise cada vez mais poderosas e que permitam a tomada de decisões mais rápidas e acertadas.

Aprofundar a análise de dados internos

A maior parte dos softwares atuais já permite algum tipo de análises, como a comparação de resultados mês a mês ou ano a ano. Mas com recurso à inteligência artificial e a técnicas analíticas avançadas, será possível determinar, por exemplo, qual a rentabilidade de um cliente nos últimos cinco anos ou quais os clientes responsáveis pela maior parte das receitas. 

Utilizando modelos de análise preditiva, o sistema será capaz de “olhar” para o histórico de vendas e detetar clientes em risco de abandonar a empresa, prever resultados futuros, ou até de antecipar a procura. Em função destes dados, o software pode notificar o gestor com alertas sobre os clientes em que a empresa deve continuar a apostar, aqueles que é importante reter, ou quais as necessidades de inventário face à previsão de vendas.

Dar o salto para os “grandes dados”

Além da análise dos dados financeiros da empresa, a tendência é que cada vez mais os softwares de gestão integrem ferramentas analíticas que façam o cruzamento com dados provenientes de outras fontes. Essas ferramentas podem, por exemplo, analisar previsões meteorológicas, dados de avaliações (reviews) de produtos ou serviços, dados demográficos, entre outros, e correlacioná-los com os dados financeiros do seu negócio permitindo insights ainda mais poderosos.

Vejamos um exemplo clássico: as vendas de gelados.

Em dias de calor a procura por gelados pode facilmente aumentar em 50%, ao passo que em dias cinzentos e de chuva diminui 20%. Se houver uma onda de calor, imaginemos em Maio, o mais provável é a empresa que vende gelados não se ter abastecido de acordo, até porque o Verão só começa em Junho.

Recorrendo a previsões meteorológicas e analisando os dados de vendas dos últimos anos, o software de gestão pode, no entanto, estimar qual será a procura durante a onda de calor primaveril que se avizinha e, em função disso, recomendar ao gestor um aumento do stock de gelados. Resultado? Mais vendas de gelados, níveis de inventário equilibrados, e gestores certamente mais felizes.

Jasmin: o seu software de gestão inteligente (hoje e amanhã)

Para simplificar, cada vez mais, a gestão do seu negócio, estamos constantemente a desafiar as fronteiras da tecnologia atual, em busca de soluções de gestão inovadoras. O Jasmin, é o melhor exemplo disso.

Através da automatização de processos, este software de gestão inteligente liberta os empreendedores, startups e PMEs, de tarefas administrativas entediantes e permite-lhes concentrarem-se naquilo que é realmente importante.

Utilizando mecanismos de inteligência artificial e machine learning, o Jasmin organiza e interpreta os dados que circulam no sistema, alerta sobre o desempenho atual e prevê a evolução futura. Tudo com mensagens dinâmicas no seu painel de controlo, de compreensão simples e rápida.

Por ser 100% cloud, com o Jasmin é muito rápido faturar, gerir compras e inventário, controlar contas correntes e a tesouraria, responder às obrigações fiscais, monitorizar a evolução do negócio e dos indicadores de gestão, a qualquer hora e em qualquer lugar.

De que é que está à espera para tirar partido da nova geração de software de gestão inteligente? Com o Jasmin, o futuro é agora. Experimente, é gratuito! 

Análise Preditiva: IA no suporte ao sucesso do seu negócio

Corria o ano de 2002, quando a equipa de marketing da Target (uma das maiores retalhistas no mercado norte-americano) decidiu sondar um estatístico recém-chegado à empresa acerca de um plano no mínimo bizarro. A ideia era descobrir quais das suas clientes estavam grávidas e, mais especificamente, quais as que tinham entrado no segundo trimestre de gravidez.

Mas por que carga de água é que uma empresa como a Target haveria de querer uma informação como esta? O plano, embora engenhoso, tinha um objetivo bastante simples: desenvolver anúncios especificamente pensados para mulheres grávidas há mais de três meses, altura em que, segundo os entendidos, as gestantes começam a comprar produtos como roupa pré-natal ou suplementos vitamínicos. Se conquistadas nesta fase da gravidez, o mais provável seria que estas futuras mamãs se tornassem clientes fiéis.

Até aqui tudo certo. Mas sem poderes mediúnicos ou uma bola de cristal à mão, como poderia um grupo de grandes armazéns adivinhar se as suas clientes estavam grávidas e, mais ainda, de quantos meses? 

No caso da Target, foram utilizados dados de mulheres aderentes a um programa de descontos e ofertas para futuras mães e bebés, bem como dados demográficos. Ao cruzar essa informação com o registo de compras das suas clientes, a empresa conseguiu desenvolver um modelo capaz de prever com elevado grau de exatidão quais as que estavam grávidas. Mas mais do que isso, com base no tipo de produtos adquiridos o modelo permitia ainda determinar qual o tempo de gestação e, assim, estimar uma data aproximada para o nascimento.

Este é talvez um dos casos mais badalados da utilização da análise preditiva, que ficou conhecido tanto pelo sucesso nos resultados obtidos, quanto pelo debate que suscitou em torno da privacidade dos dados. É também um exemplo ilustrativo de como esta tecnologia está a transformar os processos de negócio (e não apenas para as grandes empresas).

O que é a Análise Preditiva e o como pode ser útil para as pequenas empresas?

 

Em termos muito simples, a análise preditiva consiste em olhar para um conjunto de dados históricos (que já conhecemos) para tentar estimar um resultado futuro (que é desconhecido).

São várias as técnicas utilizadas na análise preditiva, incluindo o data mining (procurar padrões em grandes quantidades de dados), a estatística e o machine learning (ramo da inteligência artificial em que os sistemas aprendem de forma autónoma através de dados).

Um dos aspetos mais importantes para compreender a análise preditiva é o facto de esta depender da criação de modelos de dados. Esses modelos permitem a construção de um cenário daquilo que está a acontecer no presente, para depois fazer uma previsão informada do que poderá ocorrer no futuro. 

Voltando ao caso da Target, o modelo construído era alimentado pela base de dados do programa de descontos para futuras mães e bebés, por dados demográficos e ainda pelos registos de compras das suas clientes. Depois de aplicadas técnicas de análise preditiva, esse modelo permitiu identificar quais as clientes que iriam ser mães.

Ao fornecer insights valiosos sobre o que (provavelmente) irá acontecer no futuro, a análise preditiva contribui para acelerar e melhorar a nossa compreensão sobre um determinado problema, auxilia a tomada de decisões e ajuda as empresas a ganharem vantagem competitiva.

Benefícios da análise preditiva para as startups e PMEs

 

À medida que a análise preditiva se vai tornando mais comum e acessível, também as startups e PMEs começam a utilizar a tecnologia em seu benefício. Algumas das vantagens mais significativas da análise preditiva para um pequeno negócio incluem:

 

  • Segmentação e marketing direcionado. Compreender e prever o comportamento dos consumidores permite desenvolver campanhas mais personalizadas e eficazes. Com recurso à análise preditiva é possível perceber quais os canais mais adequados para chegar a um determinado grupo de clientes, qual o momento certo para o fazer e quais as ofertas mais apropriadas.
  • Retenção de clientes. É sabido que sai mais barato manter um cliente atual do que conquistar um novo. Através da análise preditiva é possível antever, olhando para alterações nos padrões de consumo, quando determinado cliente está em vias de desistir de um serviço e tomar acções atempadamente para reverter a situação (oferecendo descontos, por exemplo).
  • Previsão da procura. Saber o que os clientes vão querer e quando o vão querer pode transformar a forma como um negócio (grande ou pequeno) opera, não só porque facilita a gestão de inventário e ajuda a evitar riscos desnecessários, mas também porque permite às empresas planear as suas vendas com antecedência e ajustar os preços em função da procura e da concorrência. Por tudo isto, esta é considerada uma das maiores vantagens da análise preditiva. 

 

Jasmin: e se fosse possível prever o futuro do seu negócio?

 

O Jasmin, recorrendo a modelos de Inteligência Artificial, organiza e interpreta os dados que circulam no sistema, alerta sobre o desempenho atual do negócio e prevê a evolução futura. Tudo com mensagens dinâmicas no seu painel de controlo, de compreensão simples e rápida, sobre áreas como:

 

  • Clientes e vendas
    O Jasmin mostra-lhe os clientes conquistados, os clientes mais rentáveis, os que deixaram de ser clientes ou os resultados das vendas e respetiva comparação com períodos anteriores.
  • Estado do inventário
    Dá-lhe também informação sobre os artigos mais ou menos vendidos, as margens de lucro de cada artigo ou as saídas e entradas de stocks comparativamente com outros períodos.
  • Análises de tesouraria
    Oferece-lhe também informação sobre os prazos médios de recebimento e pagamento, para que possa organizar o seu plano de tesouraria com rigor e sem surpresas.
  • Cumprimento dos objetivos
    Disponibiliza-lhe ainda um ponto de situação relativamente ao cumprimento dos objetivos estabelecidos quanto às vendas, receitas, despesas ou resultados.

Conheça o seu negócio ao pormenor, reduza o tempo de procura e análise de informação e a reaja rapidamente. Com o Jasmin é mais fácil preparar-se para o futuro. Saiba mais sobre este software expert em gestão para empreendedores, startups e PMEs.